Sábado, 20 De Julho De 2024
       
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À beira do mangue


Publicado em 10 de janeiro de 2024
Por Jornal Do Dia Se


O guitarrista João Mário: Cheio de dedos.(Divulgação)

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
 
Aracaju é terra fecunda para todo tipo de música. Aqui, onde o poder público municipal já assumiu o papel de semear acordes em praças e esquinas – bons tempos, priscas eras -, em se plantando tudo dá.
De curta duração, projetos como Freguesia e Quinta Instrumental formaram público e pavimentaram o caminho para experiências que brotavam, então, e continuariam a brotar. Infelizmente, sofreram solução de continuidade. Suas sementes, no entanto, criaram raiz, já estavam enterradas.
Quando um músico do calibre de Hamilton de Holanda visita Aracaju, como já ocorreu em mais de uma oportunidade, pode estar certo de encontrar aqui um público dos mais educados, familiarizado com voltas e piruetas melódicas, solos inspirados, os improvisos de seu bandolim. 
Antes de Hamilton de Holanda, músicos iguais a ele, cheios de dedos (para citar Guinga), subiram ao palco Serigy. Ricardo Vieira, Fred Andrade, Grupo Membrana, Julio Rêgo, Igor Gnomo, Taco de Golfe, Café Pequeno, Saulo Ferreira, Guga Montalvão, Pedro Mendonça, Alberto Silveira, entre outros profissionais capazes de falar alto sem dizer palavra, dominam os próprios instrumentos, verdadeiros mestres. Qualquer um destes sabe muito bem com quantos paus se faz uma canoa.
O projeto Quinta Instrumental, mantido pela Funcaju, hoje é só grata memória. Mas o talento nativo da aldeia não cessa, inventa espaços. Esta semana, por exemplo, uma trinca de ás se apresenta à beira do mangue,sem nenhuma cerimônia. Rafael Ramos, Perninha e João Mário, aliás, dispensam apresentações, só precisam de uma chance para se amostrar.
 
Mangue Instrumental
Dia 11, às 20 horas, A Casa do Mangue.
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