A casta do TJ/SE

A SEDE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA (Divulgação/Sindijus)

O Tribunal de Justiça de Sergipe deve aprovar hoje um indecoroso auxílio saúde de até R$ 6 mil

Os privilégios da toga, escancarados em remunerações que, não raro, infladas por toda sorte de penduricalhos, na ponta do lápis, superam o teto do funcionalismo em longa fila de zeros, ainda não são suficientes para satisfazer o olho gordo dos magistrados sergipanos. Eles querem mais.

O Tribunal de Justiça de Sergipe deve aprovar hoje um indecoroso auxílio-saúde de até R$ 6 mil. O escândalo que fere a decência deriva não apenas das somas envolvidas, mas também de clara afronta ao princípio da isonomia. Os magistrados se comportam como uma verdadeira casta, com direito natural a tudo quanto é negado aos simples mortais.

Atualmente, servidores e magistrados do TJ/SE recebem os mesmos valores de auxílio-saúde, com base na Lei n° 6415/2008. Os magistrados, no entanto, não se consideram iguais aos demais servidores públicos e argumentam, na prática, contra o princípio da isonomia.

Adotados sob o pretexto de corrigir alegadas perdas salariais, subsídios como o auxílio-saúde da magistratura togada constituem artifício controverso, uma muleta que deforma o passo, por assim dizer, ao invés de auxiliar o movimento. Regalias diversas prejudicam a já abalada imagem do poder judiciário junto aos cidadãos comuns, o brasileiro médio, privado do básico, privado de quase tudo. Agora, os todo poderosos do TJ/SE querem distância também da arraia miúda a sua volta, os demais servidores do próprio Tribunal.

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