Segunda, 29 De Novembro De 2021
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A CRISE FOI PREMEDITADA E PLANEJADA


Publicado em 14 de outubro de 2021
Por Jornal Do Dia


 

* Rômulo Rodrigues
Os donos das 20 maiores empresas do Brasil têm offshores em paraísos fiscais espalhados pelo mundo e o país é o quinto com maior número de pessoas na pandora papers.
São acionistas ou donos de empresas como PreventSenior, MRV Engenharia, Grandene, Riachuelo que evitam pagar impostos e se livram das crises cambiais, que eles mesmos provocam, para ganharem fortunas, sem trabalhar, vivendo de boatos e especulações nas Bolsas de Valores.
Um bom exemplo; quando terminou o ano de 2014, com Dilma reeleita, com o dólar a R$ 2,80 e o Brasil com 388 bilhões de dólares de reservas cambiais; com pleno emprego e ganho real de 76% no salário mínimo e a maior alta histórica no PIB Per-capita, logo na instalação da nova mesa diretora da câmara dos deputados, a presidenta Dilma se negou a negociar com Eduardo Cunha uma maioria absoluta com o centrão, em troca de alguns bilhões de reais e então; o golpe começou a ser gestado com um argumento bastante simplório: "Pedaladas fiscais".
Embora, até hoje, mais de 90% dos que apoiaram o golpe não saibam o que é isso, as pessoas falavam de pedaladas como se fossem conhecedoras do tema, sem saber do que se tratava.
De fato, todas pareciam ter suas razões; mas, como explicar uma coisa que acreditavam haver, mas que não sabiam o que era, porque nunca foi explicado?
Vamos tentar explicar com um exemplo simples, corriqueiro, cotidiano; a dona de casa pega a tradicional quantia para a compra semanal da feira da família e entrega ao filho mais velho para fazer as compras no supermercado, junto com a lista dos produtos.
No supermercado, o filho verifica que alguns produtos subiram de preços, outros se mantiveram estáveis e alguns estão em promoção. Ato contínuo, liga para a mãe e relata o que está vendo nas prateleiras; ela, chefe do orçamento doméstico, ordena; diminua as compras dos mais caros, mantenha as dos estáveis e compre mais dos que estão em promoções e não saia do orçamento.
Muito distante, sem nenhuma comparação com a ameaça de Bolsonaro sobre as verbas aprovadas para as compras de absorventes para meninas carentes que estão deixando de ir às escolas, no período menstrual, das exorbitantes compras com o cartão corporativo e exuberantes gastos com leite condensado, picanha, filé mignon, cerveja e whisky para as nababescas confraternizações do partido dos generais.
Os deslocamentos das verbas dentro do orçamento aprovado foram pedidos por Universidades Federais tipo; sobrou dinheiro na obra do restaurante universitário, podemos gastar na melhoria da alimentação?
A autorização, feita pelo ministro da fazenda, não precisava do aval da presidenta, assim como ele não precisava consultar o congresso nacional, como foi explorado. No caso da dona de casa, ela não precisava consultar o marido, que era o provedor.
Foi exatamente na exploração midiática que a classe média caiu como um patinho amarelo, como cobaia para o laboratório formatar o pobre de direita e ter apoio para o golpe.
Estamos falando de um enorme contingente que perdeu direitos trabalhistas, aposentadorias, empregos, possibilidades de verem seus filhos e filhas nas universidades e, mesmo assim, continuam chamando de mito o único presidente da República que foi proibido de entrar num estádio de futebol, por não estar vacinado, numa pandemia.
Um exemplo claro e bastante explicativo desse público alvo que serviu de massa de manobra para a execução do golpe de 2016, que pariu Bolsonaro, é o do Peru da Sadia; aquele que exige que vegetarianos e veganos parem de combater o consumo de carnes, que prejudica os interesses dos frigoríficos.
A crise conjuntural, estrutural e estruturante que assola o país não é obra da incompetência dos que tomaram de assalto o poder da República, e nem obra do acaso.
É consequência da geopolítica do capital internacional e, embora muito desgastada pela derrocada econômica e pelo genocídio, ainda mostra suas garras que feriram de morte o país; não é à toa o apoio da televisão da Igreja Universal do Reino de Deus a uma falsa jornalista espanhola de um partido da extrema direita que insinua que o PT e o Foro de São Paulo receberam dinheiro do tráfico e nem a declaração de Romário de que com Bolsonaro o Brasil está melhor.
Todo cuidado é pouco com os votos em evangélicos e em famosos oriundos da classe média, média.
* Rômulo Rodrigues é militante político

* Rômulo Rodrigues

Os donos das 20 maiores empresas do Brasil têm offshores em paraísos fiscais espalhados pelo mundo e o país é o quinto com maior número de pessoas na pandora papers.
São acionistas ou donos de empresas como PreventSenior, MRV Engenharia, Grandene, Riachuelo que evitam pagar impostos e se livram das crises cambiais, que eles mesmos provocam, para ganharem fortunas, sem trabalhar, vivendo de boatos e especulações nas Bolsas de Valores.
Um bom exemplo; quando terminou o ano de 2014, com Dilma reeleita, com o dólar a R$ 2,80 e o Brasil com 388 bilhões de dólares de reservas cambiais; com pleno emprego e ganho real de 76% no salário mínimo e a maior alta histórica no PIB Per-capita, logo na instalação da nova mesa diretora da câmara dos deputados, a presidenta Dilma se negou a negociar com Eduardo Cunha uma maioria absoluta com o centrão, em troca de alguns bilhões de reais e então; o golpe começou a ser gestado com um argumento bastante simplório: "Pedaladas fiscais".
Embora, até hoje, mais de 90% dos que apoiaram o golpe não saibam o que é isso, as pessoas falavam de pedaladas como se fossem conhecedoras do tema, sem saber do que se tratava.
De fato, todas pareciam ter suas razões; mas, como explicar uma coisa que acreditavam haver, mas que não sabiam o que era, porque nunca foi explicado?
Vamos tentar explicar com um exemplo simples, corriqueiro, cotidiano; a dona de casa pega a tradicional quantia para a compra semanal da feira da família e entrega ao filho mais velho para fazer as compras no supermercado, junto com a lista dos produtos.
No supermercado, o filho verifica que alguns produtos subiram de preços, outros se mantiveram estáveis e alguns estão em promoção. Ato contínuo, liga para a mãe e relata o que está vendo nas prateleiras; ela, chefe do orçamento doméstico, ordena; diminua as compras dos mais caros, mantenha as dos estáveis e compre mais dos que estão em promoções e não saia do orçamento.
Muito distante, sem nenhuma comparação com a ameaça de Bolsonaro sobre as verbas aprovadas para as compras de absorventes para meninas carentes que estão deixando de ir às escolas, no período menstrual, das exorbitantes compras com o cartão corporativo e exuberantes gastos com leite condensado, picanha, filé mignon, cerveja e whisky para as nababescas confraternizações do partido dos generais.
Os deslocamentos das verbas dentro do orçamento aprovado foram pedidos por Universidades Federais tipo; sobrou dinheiro na obra do restaurante universitário, podemos gastar na melhoria da alimentação?
A autorização, feita pelo ministro da fazenda, não precisava do aval da presidenta, assim como ele não precisava consultar o congresso nacional, como foi explorado. No caso da dona de casa, ela não precisava consultar o marido, que era o provedor.
Foi exatamente na exploração midiática que a classe média caiu como um patinho amarelo, como cobaia para o laboratório formatar o pobre de direita e ter apoio para o golpe.
Estamos falando de um enorme contingente que perdeu direitos trabalhistas, aposentadorias, empregos, possibilidades de verem seus filhos e filhas nas universidades e, mesmo assim, continuam chamando de mito o único presidente da República que foi proibido de entrar num estádio de futebol, por não estar vacinado, numa pandemia.
Um exemplo claro e bastante explicativo desse público alvo que serviu de massa de manobra para a execução do golpe de 2016, que pariu Bolsonaro, é o do Peru da Sadia; aquele que exige que vegetarianos e veganos parem de combater o consumo de carnes, que prejudica os interesses dos frigoríficos.
A crise conjuntural, estrutural e estruturante que assola o país não é obra da incompetência dos que tomaram de assalto o poder da República, e nem obra do acaso.
É consequência da geopolítica do capital internacional e, embora muito desgastada pela derrocada econômica e pelo genocídio, ainda mostra suas garras que feriram de morte o país; não é à toa o apoio da televisão da Igreja Universal do Reino de Deus a uma falsa jornalista espanhola de um partido da extrema direita que insinua que o PT e o Foro de São Paulo receberam dinheiro do tráfico e nem a declaração de Romário de que com Bolsonaro o Brasil está melhor.
Todo cuidado é pouco com os votos em evangélicos e em famosos oriundos da classe média, média.

* Rômulo Rodrigues é militante político

 

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