No ano que vem acontecem as eleições municipais, mas o que mais vem sendo discutido nas rodas políticas e nos bastidores são as eleições para o Senado, e não para prefeito ou governador de Sergipe.
Prova maior disso é que o Estado já tem hoje três nomes colocados como prováveis candidatos ao Senado. São os dos prefeitos Heleno Silva (PRB/Canindé do São Francisco) e Fábio Henrique (PDT/Nossa Senhora do Socorro), e o do deputado federal Fábio Mitidieri (PSD).
Destes três nomes, Heleno Silva não esconde de ninguém que tem pretensões políticas de concorrer ao Senado. Fábio Mitidieri diz que o seu partido terá candidato ao Senado e ele pode ser o nome. Só Fábio Henrique, que ainda não admite candidatura, tem dito que está focado em concluir o seu mandato em 2016.
Como em 2018 existem duas vagas para o Senado, ainda tem os nomes dos dois senadores cujo mandato acaba daqui a quatro anos: Antonio Carlos Valadares (PSB) e Eduardo Amorim (PSC).
Não se sabe se o senador Valadares vai seguir o conselho do governador Jackson Barreto (PMDB) de se aposentar em 2018, deixando a disputa do cargo para novas lideranças, ou disputar a reeleição. E se o senador Eduardo Amorim vai disputar a reeleição ou o governo.
É certo que pelo seu bloco político, se Amorim decidir concorrer ao governo o candidato ao Senado deverá ser o deputado federal André Moura (PSC). Já se Amorim for para a reeleição, o candidato ao governo pode ser André.
Ainda tem quem acredita que o governador Jackson Barreto não pendurará as chuteiras em 2018, vindo a disputar o Senado. Aos amigos, familiares, lideranças políticas e à imprensa JB tem assegurado que vai encerrar sua carreira política como governador.
Trocando em miúdos, pelo lado governista são cinco nomes especulados até o momento para o Senado: Heleno Silva, Fábio Henrique, Fábio Mitidieri, Valadares e o próprio Jackson. Pela oposição, os nomes são o de Eduardo Amorim e André Moura.
Não há dúvidas que esses entendimentos e composições para o Senado vão passar pelas eleições de 2016. Os que realmente pretendem disputar um mandato de senador não irão fechar apoio a candidatos a prefeito e vereador sem ter assegurado o apoio deles ao seu projeto político.
Como perguntar não ofende: por que será que ainda não se fala em nomes para o governo em 2018? Seria a ausência de novos líderes e o momento de aposentadoria das grandes lideranças do Estado há mais de 40 anos?


