Rian Santos
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Eles nem tinham ido, mas o pessoal da Che Petiscaria não se fez de rogado e anunciou a volta da Mamutes com pompa e circunstância. A apresentação desta semana faz parte de uma sequência de shows que sucedem um período de relativo confinamento, durante o qual os componentes da banda se dedicaram ao repertório do segundo disco, ainda inédito, com nome provisório de "Quero ver quem é mais rock agora".
O batismo não poderia ser mais apropriado. As canções da Mamutes remetem mesmo uma postura roqueira ostensiva, obedientes ao figurino hard do gênero. De acordo com o guitarrista Ricardo Maia, no entanto, o quarteto pretende surpreender. "O Eletrokarma (primeiro disco da Mamutes) é uma verdadeira paulada, do início ao fim do disco. Já o próximo trabalho será mais dinâmico e eclético, você escutará as nuances entre o rock, o blues, o black, o psicodélico até o Heavy Rock, e, claro, uma baladona típica das grandes bandas de Hard Rock dos anos 70".
O vocalista Karl de Lyon confirma. "Estamos trabalhando na pré-produção do disco e ele logo vai estar rodando por aí. Algumas músicas estão mais psicodélicas, mas sem deixar o hard rock de lado. Somos uma banda de rock pesado, não podemos negar isso".
Para Karl, a nova formação da banda (de novo um quarteto, depois da breve passagem do guitarrista Marcio Navas) obrigou Rick Maia a se desdobrar. "É aquela coisa, cortamos um membro da banda, mas no lugar dele cresceram dois. Rick Maia vale por mais ou menos meia dúzia de guitarrista em uma banda de rock and roll".
Mamutes no Che Petiscaria
31 de maio, sexta-feira, às 23 horas


