Segue sem julgamento o processo o qual incrimina Fernanda Silva de Oliveira, 51 anos, por ter atropelado e matado Benjamin Maxwell Maia, um bebê de nove meses, com um quadríciclo na praia de Pirambu. O sinistro ocorreu em 24 de Julho do ano passado quando mãe – Livian Cristina da Conceição Maxwell Maia, e filho, descansavam em uma rede na praia de Pirambu após amamentação. Com o impacto, a criança foi arremessada a uma distância de 10 metros e morreu no local; já Lívia necessitou ser transferida imediatamente para o Hospital de Urgência e Emergência de Sergipe (Huse), onde permaneceu em estado crítico por mais de duas semanas.
De acordo com a família, Livian permanece realizando tratamentos para melhorar das sequelas provocadas pelas lesões cerebrais que causaram perda de memória, paralisação parcial do lado direito do corpo e dificuldades no raciocínio, por exemplo. Impaciente com a demora judicial, Willian Maxwell Maia, marido da vítima, alega que a responsável pelo acidente não vem prestando assistência à família.
"Aguardamos ansiosamente por essa audiência. Pois não estamos recebendo nenhum apoio da família da mulher que provocou o atropelamento e a Justiça também é muito lenta. A memória ainda está em recuperação e está com parte dos movimentos do lado direito do corpo comprometidos", explicou. Durante os últimos dez meses, a audiência foi agendada duas vezes e remarcadas. Agora, o primeiro encontro de ambas as partes está agendada para o próximo mês de julho. Exatamente um ano após a tragédia. Todas os cancelamentos de audiência foram realizados por pedidos do próprio poder judiciário.
Na ocasião a Secretaria da Segurança Pública (SSP) oficializou a prisão de Fernanda, a qual também foi autuada em flagrante por homicídio culposo com relação ao bebê, e lesão corporal culposa em relação à mãe. Tais crimes não possuíram a intenção de matar, mas não têm direito à fiança. Após o acidente ela foi atendida por profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), e em seguida encaminhada para prestar depoimento na Delegacia Plantonista. Após os primeiros esclarecimentos dos fatos a condutora foi transferida para a 10ª Delegacia Metropolitana, no Bugio. "Enquanto isso Livian segue em tratamento fisioterápico, com neurologista, fisiatra, psicólogo, terapeuta ocupacional e fonoaudiologia. Tudo no sentido de exercitar o cérebro e reduzir ao máximo as sequelas", pontuou o esposo. (Milton Alves Júnior)


