Milton Alves Júnior
O setor de perícia da Marinha do Brasil está investigando as causas que resultaram no naufrágio registrado neste final de semana no Rio São Francisco, em um trecho que fica entre os municípios de Pão de Açúcar, em Alagoas, e Poço Redondo, região do Alto Sertão Sergipano. No boletim de ocorrência protocolado pela Marinha consta que um grupo de 27 pessoas estava na embarcação com destino ao município alagoano, onde participaria de uma celebração alusiva ao Bom Jesus dos Navegantes. Devido a disponibilidade e uso de coletes, não houve registro de fatalidade; consta ainda nos autos que lanternas dos celulares foram utilizadas para indicar o local exato em que estavam.
Para resgatar as vítimas, os militares da Marinha do Brasil contaram com apoio operacional de agentes do Corpo de Bombeiros – de ambos os estados, além da colaboração profissional ofertada por policiais militares por terra e por intermédio do Grupamento Tático Aéreo (GTA). análises iniciais indicam que fortes rajadas de ventos contribuíram para que a embarcação virasse no exato momento em que flutuava no meio do trajeto. O primeiro contato com o serviço de resgate foi realizado por uma banhista, a qual ouviu gritos pedindo socorro. Apresar da dificuldade proporcionada pela escuridão, ela reconheceu que se tratava de um naufrágio.
O resultado das investigações deve ser apresentado em até 30 dias; em decorrência de a embarcação permanecer no fundo do rio, é possível que este período de análises seja renovado.
Incêndio – Também neste final de semana a Marinha do Brasil precisou se deslocar para o Rio Poxim, no Bairro coroa do Meio, em Aracaju, devido a um incêndio em duas embarcações. Este sinistro aconteceu na noite do sábado, 10; para conter as chamas foi preciso acionar o Corpo de Bombeiros. De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE), foram registrado dois focos de fogo distintos, sendo que uma embarcação estava atracada na marina, enquanto a segunda se encontrava do outro lado do rio. Em nota, a Marinha do Brasil (MB), por intermédio da Capitania dos Portos de Sergipe (CPSE), informou que as embarcações permanecem na marina, sem oferecer risco à segurança da navegação. Não houve indícios de poluição no rio.
As causas e responsabilidades do acidente serão investigadas por meio de Inquérito Administrativo sobre acidentes e Fatos da Navegação (IAFN), instaurado pela CPSE, com prazo inicial de conclusão de 90 dias.


