A Polícia Civil apresentou ontem o principal acusado pela morte do entregador Edvan José Cardoso da Silva, funcionário de uma distribuidora da Coca-Cola que foi assassinado em 2 de dezembro de 2014, durante um assalto no conjunto Almirante Tamandaré, bairro Santos Dumont (zona norte de Aracaju). Gilberto Alves dos Santos Filho, 22 anos, o ‘Neguinho’, foi preso na tarde de anteontem em Cristinápolis (Sul), onde também era investigado por outros assaltos. Segundo o delegado da cidade, José Luiz Accioly, o acusado foi detido quando entrava em um supermercado e chegou a dar um nome falso, mas depois confessou o crime.
O delegado confirmou que ‘Neguinho’ e um segundo homem, ainda não identificado, abordaram Edvan quando ele fazia entregas em um mercadinho e dispararam-lhe um tiro na cabeça. Depois do crime, o suspeito fugiu de sua casa, no bairro São Carlos (zona norte) e foi para Cristinápolis, onde se juntou a outros comparsas para continuar praticando assaltos com as mesmas características do latrocínio que executou na capital. De acordo com Accioly, há três registros de roubos na delegacia local, dos quais Gilberto é o principal suspeito.
Um deles foi no dia 13 de janeiro, quando mais de R$ 4.600 foram roubados de outro caminhão de refrigerantes. Cinco dias depois, ‘Neguinho’ e os comparsas locais voltaram a agir no povoado Taquari, zona rural de Cristinápolis, levando R$ 300 de um bar. "Para atemorizar as vítimas eles deram um tiro em direção a parede do estabelecimento", disse o delegado. No dia seguinte, ele voltou a agir no povoado Cajás dos Índios, roubando R$ 1,600 de outro bar. Além disso, a polícia investiga uma tentativa de homicídio ocorrida no município, onde ele aparece na lista de suspeitos. Com toda essa ficha criminal, a polícia foi a campo a fim de levantar informações sobre o suspeito.
Segundo o delegado, no dia 27 de janeiro de 2015 os policiais cumpriram um mandado de prisão em desfavor de Jocinaldo Romão dos Santos, que estava em companhia de Giberto. "Ao questionar o que Gilberto estava fazendo no local ele informou que era de Aracaju e procurava trabalho na região. Fiquei desconfiado, mas tive que liberá-lo pois não existia mandado de prisão e com ele não foi encontrado nada que o incriminasse. Mesmo assim, fiz um registro fotográfico e encaminhei para os colegas de Aracaju. Foi aí que me informaram que se tratava do executor do funcionário da Coca-Cola", explicou Accioly.
Na tarde desta terça-feira, durante diligências da Polícia Civil, Gilberto foi encontrado no momento em que entrava em um supermercado da cidade. Os policias então o perseguiram e conseguiram detê-lo. "Ele então foi conduzido para a delegacia e lá nos informou um falso nome. Durante pesquisa chegamos a sua identificação e comprovamos que se tratava do suspeito. Durante seu depoimento, ele assumiu o crime dizendo que se assutou e acabou disparando de forma acidental um tiro na boca do trabalhador", detalhou José Accioly.
Gilberto tem passagem pela polícia e esteve preso por dois anos cumprindo pena pelo crime de roubo no Complexo Penitenciário Manoel Carvalho Neto (Copemcan). Gilberto foi conduzido para a 3ª Delegacia Metropolitana, (3ª DM) no Santos Dumont, responsável pela investigação do caso de latrocínio.


