Milton Alves Júnior
O mais recente Levantamento Rápido de Índice para Aedes aegypti (LIRAa) indica que dos 75 municípios sergipanos, sete apresentam índice elevado de infestação pelo mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, Chicungunhya e zika vírus. Conforme apresentado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), este estudo, que tem o objetivo de medir a presença do vetor nas localidades pesquisadas, mostra também que 47 municípios estão em situação de média infestação, e outros 21 com baixo risco. Os municípios com alto índice de infestação são Itabaiana (5,7); Itabaianinha (4,4); Malhador (4,2); Nossa Senhora da Glória (6,0); Salgado (4,9); São Domingos (4,2) e Simão Dias (5,1). Na última sexta-feira (20), foi divulgado o balanço referente à Aracaju durante o ano de 2022.
O Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde Volume 54, destacou que ao menos 5,7 mil casos prováveis de dengue, além de 4 mil casos de chikungunya e 165 de zika, foram contabilizados no estado de Sergipe. Houve ainda análise entre os dois últimos anos no Brasil. Comparado a 2021, a nível nacional, a dengue teve um aumento de 162,5% dos casos, com um total de 1,4 milhão de casos prováveis registrados. Deste número, 1.473 foram confirmados como casos graves de dengue, e 18,1 mil como dengue com sinais de alarme. Em relação às mortes, o país notificou 1.016 óbitos pela doença. O Ministério da Saúde se mostra preocupado com este cenário.
Por estarmos enfrentando o verão, estava o mais quente e historicamente com maior proliferação da doença, a SES tem chamado a atenção dos sergipanos para a necessária multiplicação das ações preventivas e de combate ao mosquito Aedes aegypti, responsável por transmissão das três doenças citadas. Defendido pela gerente do Núcleo de Endemias da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Sidney Sá, o LIRAa permite que os gestores municipais e estaduais monitorem as áreas de maior incidência do mosquito, bem como compreendam e identifiquem a melhor maneira de combater o Aedes aegypti. Este levantamento prévio permite melhor proteger a população e minimizar os riscos de complicações clínicas enfrentadas por cada paciente diagnosticado com alguma das doenças transmitidas.
“O levantamento é feito por meio de uma pesquisa durante cinco dias e realizada pelos agentes de endemias dos municípios. Além disso, a cada dois meses, a SES, junto com as secretarias municipais de saúde, realiza um levantamento rápido para ver a presença do Aedes aegypti em Sergipe e assim promover ações de prevenção a casos de arboviroses e controlar o número de casos”, destacou Sidney.


