Agentes de limpeza continuam parados em hospitais

Kátia Azevedo
katiaazevedo@jornaldodiase.com.br

Os agentes de limpeza que executam serviços em unidades de saúde do estado continuam com atividades paralisadas. Até ontem à tarde, os profissionais ainda aguardavam informação sobre a definição de um prazo para os salários serem pagos.
Pelo segundo dia consecutivo, os trabalhadores acamparam em frente ao Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) na esperança de que o pagamento fosse efetuado, mas o impasse envolvendo dívidas entre a Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) e a empresa Multiserv está longe de ser resolvido.

Os trabalhadores foram até a Procuradoria Geral do Estado (PGE), onde foram recebidos pelo procurador Marcos Póvoas. "Ele demonstrou sensibilidade com o nosso caso e disse que fará o possível para agilizar uma solução junto ao estado. Já são quase dois meses sem salário. Muita gente está vivendo no limite, com dificuldade para comer. Vários trabalhadores já foram despejados porque não conseguiram pagar o aluguel", informou Alexandro dos Santos, representante do Sindicato dos Empregados de Condomínios, Asseio e Conservação do Estado de Sergipe (Sindecese).
Além da PGE, a categoria está buscando uma solução junto ao Ministério Público do Trabalho. Na última quinta-feira, o órgão foi oficializado pelos profissionais para que adote providências que assegurem os direitos trabalhistas.

De acordo com informações de Alexandro, a paralisação está acontecendo em todas as unidades de saúde da rede estadual nas quais a Multiserv mantém contrato terceirizado com o governo.
A assessoria de comunicação da FHS informou que pagou uma parcela da dívida em 09 de julho, mas reconhece que outra conta está pendente junto à empresa.
Com a paralisação, somente 30% do efetivo está executando as atividades. Alexandro informou que além do salário de junho, o ticket também não foi pago. O impasse foi gerado a partir de uma dívida que se acumulou entre os meses de abril, maio e junho. De acordo com dados divulgados pela Multiserv, o governo deve à empresa um montante de R$ 5,8 milhões e que os a irregularidade nos repasses é um problema enfrentado desde outubro do ano passado.

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