Agora foi o Coren quem decretou intervenção no hospital de Lagarto

Depois de o Conselho Regional de Medicina de Sergipe (Cremese), ter interditado todas as assistências médicas voltadas para as áreas de clínica médica, e pediatria, do Hospital Regional de Lagarto (HRL), no final da manhã de ontem foi a vez de o Conselho Regional de Enfermagem (Coren), de Sergipe, também ter se deslocado até o município e oficializar a medida. No momento da interdição os técnicos do Conselho destacaram que denúncias relacionadas ao subdimensionamento da equipe de enfermagem, e ao déficit de profissionais no hospital, foram as principais causas da ação temporária. Por meio de nota pública, o Coren esclareceu que este conjunto de problemas causam uma sobrecarga que impacta diretamente no atendimento aos pacientes do hospital.
O JORNAL DO DIA tentou dialogar com a administração do HRL, mas até o fechamento desta matéria – às 17h42 -, nenhum gestor hospitalar se prontificou a apresentar os respectivos contrapontos. Também não houve publicação de nota pública produzida e compartilhada pela assessoria do hospital. Ainda segundo oficializado pelo Conselho de Enfermagem, todos os materiais que atestam as irregularidades foram coletados e compartilhados junto aos órgãos estaduais e federais de fiscalização. Cópias desses documentos também seguem em posse da assessoria jurídica do Coren. Segundo destacado pelo presidente em exercício do Coren, Diego Rafael, ao longo dos últimos meses os conselhos buscam contribuir pelo reparo dos impasses, mas sem avanços.
“O Coren/SE tem como última alternativa a interdição. Entretanto, pensando no serviço prestado à população, em especial às crianças de Lagarto, e as condições de trabalho ofertadas aos profissionais da enfermagem do HUL de Lagarto podendo pôr em risco a assistência à população atendida, o pedido de interdição ética tornou-se inevitável”, disse.
Vale lembrar que a interdição ética promovida pelo Conselho Regional de Medicina de Sergipe ocorreu no último dia 16 de setembro; já no dia 22, menos de uma semana após, o Tribunal Regional Federal da 5ª região (TRF/5ª), acatou o pedido de efeito suspensivo interposto pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), deferindo a suspensão imediata da intervenção.

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