Segunda, 20 De Maio De 2024
       
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Sobre Maria Feliciana


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Publicado em 30 de abril de 2024
Por Jornal Do Dia Se


Nas alturas (Arquivo)

Ai, memória…

 
Rian Santos
 
Vai-se Maria Feliciana, sergipana ilustre, rainha coroada em programa televisivo de grande audiência sob aplausos de auditório. Vai-se embora e deixa para trás a lona colorida do circo, a ilusão vaidosa dos orgulhosos.
O descanso merecido por Maria Feliciana, aos 77 anos, não foi poupado pelas mariposas do poder, excitadas com a proximidade das eleições municipais. Os insetos da política mais rasteira não perdem a oportunidade de exibir as asas feias ante qualquer feixe de luz. E, assim, projetam sombras monstruosas.
Espetáculo grotesco, o protagonizado agora pelos candidatos à Prefeitura de Aracaju, sob o pretexto de homenagear Maria Feliciana. Os próprios candidatos, seus padrinhos e cabos eleitorais jamais demonstraram apreço realmente consequente pela memória da aldeia. Mas estão sempre prontos ao reconhecimento do diploma e do cartório.
O governador de Sergipe e o prefeito de Aracaju tinham mesmo a obrigação de decretar luto oficial, acompanhado das declarações laudatórias de praxe. É o mínimo. Sob os ritos da formalidade, no entanto, o descaso muitas vezes encontra guarita.
Cá, neste Jornal do Dia, eu não perco a oportunidade de sublinhar o descompasso flagrante entre a sensibilidade nativa e a inspiração que transborda dos gabinetes. 
Assim, lembro sempre que  João Alves Filho se negou a batizar a ponte entre Aracaju e Barra dos Coqueiros com o nome de Zé Peixe, ignorando o clamor popular. Lembro também que Edvaldo Nogueira arrancou o toco de árvore plantado em homenagem ao seresteiro Antonio Teles, sem qualquer necessidade. E ainda não enterrou nenhum pé de planta em seu lugar.
O governador Fabio Mitidieri, com um mandato quase todo pela frente, tem a chance de fazer diferente. Sim, ele teve a esperteza de adotar um refrão de Rogério na publicidade dos festejos juninos, admite-se. Convém lembrar o governador, entretanto, de artistas sergipanos ainda muito vivos. Agapito, por exemplo, ainda bate perna por aí.
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