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AMORIM DIZ QUE AINDA NÃO FAZ CAMPANHA PARA GOVERNO


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Publicado em 05 de maio de 2013
Por Jornal Do Dia


O senador Eduardo Amorim em foto oficial

O SENADOR EDUARDO AMORIM

O senador Eduardo Amorim (PSC) mantém uma movimentada agenda nos finais de semana sempre que está no Estado com compromissos em vários municípios no mesmo dia, mas ele nega que já esteja em campanha para o governo do Estado em 2014. "Não se trata de campanha ou algo parecido. É, efetivamente, a colocação em prática do mandato de senador. Indo às cidades, ouvindo lideranças, políticos e a população, para poder defender com conhecimento de causa os projetos pelos quais lutamos em Brasília", garante.

O senador admite que a maioria do seu grupo político gostaria de ter uma aliança com o DEM do prefeito João Alves nas eleições do próximo ano, mas acha que ainda é muito cedo para tratar essa questão.

Amorim acha que os setores de saúde e segurança do estado enfrentam problemas graves e critica a falta de diálogo com os servidores públicos que, na sua opinião, estariam desestimulados.
A íntegra da entrevista é a seguinte:

Jornal do Dia – Senador, todas as semanas o senhor cumpre uma grande maratona de compromissos por todo o Estado preparando a campanha para 2014. O seu irmão Edvan e correligionários admitem que já está em curso a campanha para governador. O senhor está confiante?
Eduardo Amorim – Em relação aos nossos compromissos pelo Estado, lembro que eles vêm desde o nosso mandato de deputado federal. Porque eu acredito que conviver com as pessoas, ouvi-las e ter contato direto com as diferentes realidades é fundamental para se crescer. E na vida pública isso ganha uma importância ainda maior. Mas não se trata de campanha ou algo parecido. É, efetivamente, a colocação em prática do mandato de senador. Indo as cidades, ouvindo lideranças, políticos e a população, para poder defender com conhecimento de causa os projetos pelos quais lutamos em Brasília.

JD – O senhor vem traçando um quadro da situação do Estado. Quais os setores que enfrentam maiores problemas?
EA – Segurança é um setor muito preocupante, porque Sergipe não pode estar entre os cinco Estados mais violentos do país, proporcionalmente, e nós não podemos ficar indiferentes a isso tudo, a tantos corpos que chegam no IML todo final de semana. Saúde, então, passa por um momento dificílimo, com muito mais problemas do que soluções aparecendo a cada dia. E vejo com muita preocupação o desestímulo por que passam os servidores públicos. Falta diálogo. Serviço público com pessoal motivado resulta em população bem atendida e satisfeita.

JD – Há soluções viáveis para esses problemas? Para a Saúde, por exemplo, o que precisa ser feito?
EA – Gestão qualificada e meritória, com os servidores sendo ouvidos e reconhecidos de forma efetiva, com todos empenhados na busca de resultados positivos, através de um Estado que foque no mérito. Isso contribui decisivamente para que todos os segmentos governamentais atuem com mais capacidade de resolução dos problemas. Aí a segurança é um bom exemplo, pois sem que as polícias, tanto Civil como Militar, sejam de fato ouvidas, horizontalizando-se as discussões, ao invés de se verticalizar as decisões, jamais teremos uma segurança que atenda aos anseios da comunidade. Na saúde essa questão da gestão também é fundamental para que alcancemos um serviço que satisfaça minimamente a população. E aí temos o exemplo do Hospital do Câncer, que em 27 de dezembro deste ano completa dois anos com recursos disponibilizados a partir de uma emenda de quando eu ainda estava deputado federal. Mas o dinheiro não foi gasto porque a obra não começou, e se corre o risco de ter que se devolver o mesmo. E vejo que a saúde pública sergipana necessita urgentemente de um Hospital de Trauma e Ortopedia (HTO) pois são muitos os casos dessa área que ajudam a superlotar e enfileirar macas pelos corredores do Huse, com pacientes que ficam com sequelas por falta de uma reabilitação, de um encaminhamento para fisioterapia. Por isso temos que trabalhar firme na busca de recursos para a construção dessas unidades e também executarmos uma gestão mais eficiente para que eles funcionem a contento.

JD – Qual o leque de alianças que o senhor planeja para 2014. O senhor acredita na manutenção da aliança com o DEM do prefeito João Alves Filho?
EA – Não há planejamento para 2014, pelo menos não ainda, pois ainda falta muito tempo para as eleições. Mas nosso agrupamento político sempre busca somar forças, crescendo através de uma ação bem simples: manter o diálogo e o respeito sempre. E quanto a aliança com o prefeito João Alves, independente de quem for ou não candidato, sentimos que é um desejo da maioria dos integrantes de nossos grupos. E esperamos que essa união persista, com essas forças que se somam em prol de Sergipe.

JD – O senhor integra a bancada do governo no Congresso, mas em Sergipe é oposição ao PT e PMDB. Como será feita a campanha, já que há também eleições presidenciais?
EA – É algo que também deixaremos para discutir na hora certa. Mas não teremos verticalização nas eleições, ao que tudo indica. E isso modifica muito as composições que podem ser feitas em uma eleição. E no mais o PT e o PMDB já se enfrentaram e provavelmente deverão se enfrentar em vários Estados, como Gedel e Wagner, na Bahia, Pezão e Lindenberg, no Rio.

JD – O PSC pode ter candidato próprio a presidente da República? Isso poderia afetar a postura do partido no Estado?
EA – Não creio em candidatura própria. Mas ressalto que nós temos legitimidade para isso, assim como qualquer outro partido também tem. Mas vamos aguardar, pois não dá para fazer conjecturas nesse momento.

JD – O Proinveste deve ser aprovado na Assembleia no decorrer desta semana. Há possibilidade de outros acordos com o governo?
EA – Nunca fechamos portas. E a chave para essas portas é simples: o diálogo. Mas o que vimos, sob o pretexto do Proinveste, foi muita agressão, com gente, inclusive, ganhando muito dinheiro para nos agredir. E veja: se o governo tivesse pedido o diálogo há um ano, tudo o que acontece agora já teria, tranquilamente, acontecido. Todos são eleitos pelo povo e todos devem ser ouvidos, pois assim se tem mais chances de ouvir, no final das contas, o que deseja a população.

JD – Como a bancada federal pode ajudar na captação de recursos para o Estado? E como conseguir a liberação das emendas num tempo hábil para a execução das obras?
EA – Temos feito a nossa parte, propondo emendas de bancada e individuais para as mais diversas necessidades de Sergipe. Somos uma força política disponível em Brasília. O que tem faltado é o comando para utilizar essa força. São Paulo tem dois senadores na base aliada. Sergipe também. Por isso é justo pleitearmos recursos proporcionalmente iguais. Mas o governo tem que fazer a sua parte também, com projetos prontos e com uma circulação verdadeira entre os gabinetes ministeriais e mesmo junto a presidente. O processo não é simples, tem suas diferentes etapas. Mas se todos fizerem o que estiver ao alcance, com certeza liberaremos mais recursos de emendas e, assim, ficaremos menos dependentes de empréstimos ou da contenção de despesas correntes para se alcançar um valor mínimo para investimentos em obras e ações transformadoras.

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