No dia em que foi decidido se o Brasil viveria uma democracia ou se seria institucionalizado um golpe de Estado no país, a deputada estadual Ana Lúcia mais uma vez analisou o momento político e manifestou seu repúdio e sua indignação com a movimentação golpista.
A parlamentar usou a tribuna da Assembleia Legislativa de Sergipe ontem, 31, para registrar e repudiar a covardia dos traidores de Dilma e, sobretudo da democracia. Ela explica que eles são os parlamentares que fizeram alianças fisiologistas com o Partido dos Trabalhadores, se aproveitando da grande liderança de Lula e dos programas implementados pelos governos petistas.
"Os traidores são aqueles que fizeram aliança porque tem na sua cultura e na sua prática política o uso do poder público e a visão patrimonialista do Estado Brasileiro. Eles não tiveram coragem de ir para o debate com Dilma no Senado e somente ontem declararam o voto, o voto covarde. Pois quem tem coragem e convicção daquilo que pensa enfrenta olho a olho", ressaltou Ana Lúcia.
Ela destacou ainda o caráter golpista da grande mídia brasileira, em especial o grupo Globo de comunicação, comparando-a à política de comunicação implementada por Goebbels, comunicador de Hitler conhecido por sua habilidade de manipular as massas e por ser um dos responsáveis pela do ascensão nazismo na Alemanha. "Além dos senadores e deputados federais, a gente deve muito da construção desse golpe à Rede Globo", denunciou.
Ana Lúcia atribui a crise aos pequenos grupos econômicos que concentram a renda do país, aliados ao capital internacional norteamericano. "Eles dão esse Golpe para que o capital internacional assuma as riquezas deste país, principalmente o pré-sal, mas não apenas o pré-sal. Eles querem a privatização do maior aquífero, que é o Guarani. O que está em jogo é a riqueza desta nação", lamentou.
"Temos a certeza de que vamos resistir. E que continuaremos sonhando e resistindo. Aqui na tribuna, nas ruas, em qualquer espaço social que se faça necessário a resistência e o diálogo com a população para mostrar que é possível construir esse mundo justo, em que as pessoas tenham tolerância", motivou a parlamentar.


