Ana Lúcia revela preocupação com professores do estado

Diante da grave situação do cenário da educação do estado e da permanente luta dos professores para o estabelecimento da carreira, a deputada estadual Ana Lúcia (PT) foi ao grande expediente colocar para os demais parlamentares a realidade vivida pelos educadores, e apelar apoio dos colegas para reverter o quadro.
"É preciso esclarecer sobre a situação dos professores e da educação em Sergipe. Atualmente nós temos 84% de mulheres e 16% de homens que sustentam a educação pública do nosso estado, os professores não são faltosos, eles sonham com uma escola pública onde a criança ingressa e sai jovem aprendendo, no entanto eles enfrentam as péssimas condições de trabalho, são mulheres e homens que tem coragem de enfrentar", declarou.
Ana Lúcia esclareceu ao deputado Venâncio Fonseca que o desempenho dos estudantes dos alunos da rede pública vem melhorando, e essa melhora é apontada pelo IDEB. Logo, Sergipe está cumprindo a meta devido o esforço, a coragem e o respeito dos professores e professoras.
A deputada e militante social chama a atenção para uma crescente rede do crime organizado no estado de Sergipe, e que vem ameaçando a democracia e a livre expressão da população.
"Aqui em Sergipe nós temos PCC segundo uma tese de doutorado da USP, assim como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná e outros. Isso é muito grave, nós temos um crime organizado sustentado por pessoas muito grandes economicamente e politicamente, isso precisa ser dito, tem uma disputa aí, é uma disputa de violência, de poder, uma disputa que incentiva a população a ter medo, foi assim que Mussolini cresceu na Italia, foi assim que Hitler cresceu na Alemanha, a classe media intelectualizada fica com medo e perde o exercício de liberdade", alertou.
Ana aproveitou o momento e teceu críticas a postura do deputado federal Bolsonaro que em seus discursos reafirma o desejo de punição ao adolescente.
"Um jovem que teve todos os direitos negados, e a sociedade quer que ele morra, a sociedade esquece que tem uma concentração de riqueza, que os milionários do nosso país não pagam impostos para pagar nossos funcionários públicos, como os agentes, os professores", colocou.
A petista avaliou a trajetória da tomada de poder pelos grupos socialmente desfavorecidos, e o quanto tem sido uma luta árdua para um país que saiu apenas há 50 anos da ditadura militar.
"É preciso entender que quem governa tem leis, regras e diretrizes, e que aqueles eleitos pela população precisa compreender essas regras e essas leis. Esse país está sendo governado por uma mulher que também tem suas contradições. Mas só depois do século XX conseguimos exercer alguma autonomia, e somos assassinadas, e somos torturadas, recebemos deboches e agressões por sermos mulher. Só no final do século XX e início do XXI que os gays, as lésbicas, as transsexuais, os negros/as, as mulheres conseguiram alcançar espaços de poder, conseguiram ter voz, pois antes vivíamos numa ditadura civil-militar", contextualizou.
Ana Lúcia frisa que as contradições, as revoltas e as manifestações fazem parte de uma sociedade democrática, e que nesse sentido o governo deve abrir o canal de negociação, apresentar uma proposta e que essa seja cumprida.

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