Gabriel Damásio
O Ministério Público Estadual informou ontem vai retomar, a partir de janeiro, os trabalhos de investigação da ‘Operação Citrus’, que investiga suspeitas de irregularidades na Prefeitura de Laranjeiras (Vale do Cotinguiba). Segundo nota divulgada pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), a investigação se refere a desvios de recursos públicos destinados à saúde do Município.
Mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) foram cumpridos em 17 endereços, incluindo as sedes de quatro distribuidoras de medicamentos localizadas em Nossa Senhora do Socorro (Grande Aracaju), além de sedes de repartições municipais em Laranjeiras e apartamentos em Aracaju. Em todos os locais, documentos e computadores foram recolhidos pelas polícias Civil e Militar, e repassados posteriormente ao Gaeco.
De acordo com o grupo, a análise do material apreendido começa no mês que vem, por causa do recesso de fim de ano. Em seguida, serão definidos os próximos passos da apuração. A investigação ainda corre sob sigilo, na 9ª Procuradoria de Justiça do MPSE, em razão do possível envolvimento de autoridade com prerrogativa de foro. Por isso, de acordo com a assessoria, ninguém do Ministério Público vai se pronunciar sobre o assunto no momento.
Um dos investigados é o atual prefeito de Laranjeiras, Paulo Hagembeck, que durante as buscas da operação, foi preso por posse ilegal de arma e liberado depois de pagar uma fiança de R$ 10 mil. A Prefeitura de Laranjeiras e a defesa do prefeito informaram que vão se posicionar após terem total conhecimento dos autos da investigação.


