A véspera de São João em Aracaju foi marcada por movimento intenso de comerciantes e consumidores na região central da capital sergipana, em especial, nas dependências internas, externas e ruas paralelas aos mercados centrais [mercados Antônio Franco e Thales Ferras]. Conforme previamente aguardado – inclusive pela Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), responsável por administrar os mercados e demais espaços públicos pertencentes à Prefeitura de Aracaju -, o aumento representativo de consumidores em busca dos tradicionais alimentos típicos deste mês de junho, fez com que a região necessitasse de monitoramento ostensivo. Desde o início da madrugada, esse trabalho foi desenvolvido por agentes da Polícia Militar, Guarda Municipal de Aracaju e da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT).
Um cenário semelhante foi registrado no complexo econômico da Central de Abastecimento de Sergipe (Ceasa). Registrado na edição de ontem do JORNAL DO DIA, a expectativa por parte dos gestores públicos e vendedores era de comércio impulsionado mesmo diante da pandemia mundial provocada pelo coronavírus, e, consequentemente, pelo respeito às medidas preventivas decretaras pelo Governo de Sergipe e PMA. Em nota oficial, a SMTT informou na tarde de ontem que mesmo diante do elevado fluxo de pedestres e veículos automotivos, ruas não precisaram ser bloqueadas temporariamente. A fim de minimizar os riscos de acidentes, cones foram instalados nas vias de maior movimentação, bem como agentes foram posicionados em pontos estratégicos com a objetividade de orientar motoristas e motociclistas.
Sem fogueiras e fogos sendo comercializados em todos os 75 municípios sergipanos, os vendedores de comidas típicas seguem contabilizando baixa saída dos produtos; a suspensão de todas as atividades culturais, a exemplo de apresentações de quadrilhas juninas, bandas e trios pé-de-serra, também contribui diretamente para a queda nas vendas se comparado com o mesmo período pré-pandêmico. Ao JD, a vendedora Rosângela Silva – conhecida na região central de Aracaju como: ‘Doca’ -, garante que são dois anos registrando redução nas vendas. Mesmo apresentando uma adesão ao isolamento social inferior por parte dos moradores – isso se comparado a junho de 2020 -, o comércio no polo municipal da capital segue abaixo do desejado.
"Se o São João tem sido assim [de baixa venda], imagina daqui pra frente como não vai ser. O São Pedro, que costuma ser de redução e promoções, vai ser ainda mais complicado. Nada que não já fosse esperado por todos nós ao perceber que a Covid [-19] segue aí, solta e ainda matando muita gente", declarou Doca que completou dizendo: "a gente espera que no ano que vem a situação seja outra. Com mais pessoas vacinadas, estaremos com os nossos festejos juninos de volta. A nossa torcida era que as vacinas estivessem no braço da grande maioria dos brasileiros ainda nesse São João, mas infelizmente não foi isso que aconteceu e seguimos pagando por isso."
Monitoramento unificado – Além da região central de Aracaju, e das dependências internas e externas do Ceasa, houve ainda fiscalização ostensiva em bairros que costumam reunir milhares de comerciantes e consumidores nas vésperas de datas comemorativas. Esse trabalho em conjunto, protagonizado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), e pela Secretaria Municipal da Defesa Social e da Cidadania (SEMDEC), ocorreu também nos bairros: Bugio, Siqueira Campos, Santos Dumont, nos bairros pertencentes à Zona de Expansão, além dos conjuntos: Augusto Franco, Orlando Dantas e Sol Nascente.


