Apesar de erro em correção, inscrições para o Sisu começam hoje

 

Milton Alves Júnior
Às 10h de ontem, horá
rio de Brasília, o Minis
tério da Educação (MEC), por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Texieira (Inep), fechou o canal criado pelo Governo Federal para registrar o pedido de revisão das notas obtidas por estudantes que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM 2019). Após receber sucessivas críticas – em especial através de denúncias publicadas nas redes sociais -, o poder executivo federal decidiu criar uma comissão para apura possíveis inconsistências na correção das provas. Erros supostamente identificados tanto no primeiro, quanto do segundo dia de avaliação. O cenário de conflitos teve início na manhã da última sexta-feira (17), logo após o Inep divulgar a nota obtida por mais de quatro milhões de candidatos.
Conforme as alegações apresentadas pelos estudantes em busca de uma vaga em instituição federal de ensino superior, as notas divulgadas não são compatíveis com o resultado dos gabaritos publicados em novembro do ano passado, 48h após a conclusão dos respectivos dois dias do exame. Reconhecendo o problema, no sábado, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, pediu desculpas aos participantes do exame e afirmou que a "inconsistência" teria impactado um "número muito baixo" de candidatos. O indicativo de prejudicados por estado, e/ou região do país, não foi oficialmente divulgado pelo alto escalão administrativo do MEC, porém, a perspectiva do Governo Federal é que cerca de 30 mil tenham sido prejudicados.
Sem confirmar a origem desse problema, o presidente do Inep, Alexandre Lopes, acredita que a falha foi iniciada na gráfica, uma vez que as provas são divididas por cores e os gabaritos são corrigidos de acordo com essa identificação e, neste caso, houve erro no momento de relacionar o estudante com a cor. Essa tem sido a primeira hipótese do Estado, mas até o final da tarde de ontem não foi oficialmente confirmada. Acontece que todo esse conjunto de incoerência dos dados tomou conhecimento unificado no Brasil faltando apenas 72 horas para o início das inscrições no Sistema de Seleção Unificada (SiSU) 2020/1. O MEC reforça que não haverá prejuízo.
Ainda no turno da manhã o MEC alegou que o índice de ‘equívocos operacionais’ girava em torno de quatro mil candidatos; à tarde, por volta das 15h30, esse número foi reajustado para mais de seis mil. Segundo esclarecimento apresentado pelos órgãos ligados diretamente na realização do Exame Nacional do Ensino Médio, uma operação tipo força-tarefa foi criada ainda na sexta para reparar os erros, e, por este motivo, hoje pela manhã todas as notas devem estar sendo atualizadas a fim de atender a legalidade do concurso, não prejudicar os candidatos, bem como garantir o direito de o candidato se inscrever com a nota correta junto ao Sistema de Seleção Unificada. "Apesar do erro que está sendo corrigido, podemos garantir que não haverão prejuízos para quem teve a nota publicada de forma irregular", declarou Abraham Weintraub.
Inscrições – As inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2020/1, que permite aos participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) o acesso às universidades públicas, estarão abertas a partir desta terça-feira, 21, estendendo-se até o dia 24. Nessa primeira chamada, serão disponibilizadas 237.128 vagas em 128 instituições de ensino em todo o Brasil. Além do Sisu, outros programas estarão com seleções abertas nas próximas semanas como o Programa Universidade Para Todos (ProUni) e o Fundo de Financiamento Estudantil, o Novo Fies.
Candidatos que tiraram acima de zero na redação do Enem 2019 estão aptos a participar do Sisu e já podem consultar na página do programa as vagas disponíveis. O Sisu é o sistema informatizado do MEC por meio do qual instituições públicas de ensino superior oferecem vagas a candidatos participantes do Enem. Pode fazer a inscrição no primeiro semestre de 2020, o estudante que participou do Enem de 2019 e não esteja na situação de ‘treineiro´.

Milton Alves Júnior

Às 10h de ontem, horá rio de Brasília, o Minis tério da Educação (MEC), por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Texieira (Inep), fechou o canal criado pelo Governo Federal para registrar o pedido de revisão das notas obtidas por estudantes que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM 2019). Após receber sucessivas críticas – em especial através de denúncias publicadas nas redes sociais -, o poder executivo federal decidiu criar uma comissão para apura possíveis inconsistências na correção das provas. Erros supostamente identificados tanto no primeiro, quanto do segundo dia de avaliação. O cenário de conflitos teve início na manhã da última sexta-feira (17), logo após o Inep divulgar a nota obtida por mais de quatro milhões de candidatos.
Conforme as alegações apresentadas pelos estudantes em busca de uma vaga em instituição federal de ensino superior, as notas divulgadas não são compatíveis com o resultado dos gabaritos publicados em novembro do ano passado, 48h após a conclusão dos respectivos dois dias do exame. Reconhecendo o problema, no sábado, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, pediu desculpas aos participantes do exame e afirmou que a "inconsistência" teria impactado um "número muito baixo" de candidatos. O indicativo de prejudicados por estado, e/ou região do país, não foi oficialmente divulgado pelo alto escalão administrativo do MEC, porém, a perspectiva do Governo Federal é que cerca de 30 mil tenham sido prejudicados.
Sem confirmar a origem desse problema, o presidente do Inep, Alexandre Lopes, acredita que a falha foi iniciada na gráfica, uma vez que as provas são divididas por cores e os gabaritos são corrigidos de acordo com essa identificação e, neste caso, houve erro no momento de relacionar o estudante com a cor. Essa tem sido a primeira hipótese do Estado, mas até o final da tarde de ontem não foi oficialmente confirmada. Acontece que todo esse conjunto de incoerência dos dados tomou conhecimento unificado no Brasil faltando apenas 72 horas para o início das inscrições no Sistema de Seleção Unificada (SiSU) 2020/1. O MEC reforça que não haverá prejuízo.
Ainda no turno da manhã o MEC alegou que o índice de ‘equívocos operacionais’ girava em torno de quatro mil candidatos; à tarde, por volta das 15h30, esse número foi reajustado para mais de seis mil. Segundo esclarecimento apresentado pelos órgãos ligados diretamente na realização do Exame Nacional do Ensino Médio, uma operação tipo força-tarefa foi criada ainda na sexta para reparar os erros, e, por este motivo, hoje pela manhã todas as notas devem estar sendo atualizadas a fim de atender a legalidade do concurso, não prejudicar os candidatos, bem como garantir o direito de o candidato se inscrever com a nota correta junto ao Sistema de Seleção Unificada. "Apesar do erro que está sendo corrigido, podemos garantir que não haverão prejuízos para quem teve a nota publicada de forma irregular", declarou Abraham Weintraub.

Inscrições – As inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2020/1, que permite aos participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) o acesso às universidades públicas, estarão abertas a partir desta terça-feira, 21, estendendo-se até o dia 24. Nessa primeira chamada, serão disponibilizadas 237.128 vagas em 128 instituições de ensino em todo o Brasil. Além do Sisu, outros programas estarão com seleções abertas nas próximas semanas como o Programa Universidade Para Todos (ProUni) e o Fundo de Financiamento Estudantil, o Novo Fies.
Candidatos que tiraram acima de zero na redação do Enem 2019 estão aptos a participar do Sisu e já podem consultar na página do programa as vagas disponíveis. O Sisu é o sistema informatizado do MEC por meio do qual instituições públicas de ensino superior oferecem vagas a candidatos participantes do Enem. Pode fazer a inscrição no primeiro semestre de 2020, o estudante que participou do Enem de 2019 e não esteja na situação de ‘treineiro´.

 

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