Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br
Depois de décadas lu
tando por regulariza
ção e fugindo dos agentes de fiscalização da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), mototaxistas e motofretistas que atuam em Aracaju talvez estejam próximos de conquistar o pleito que tanto desejam na capital sergipana. Sonho de consumo para muitos, a regularização da profissão ao longo dos últimos cinco anos tem sido discutida com frequência entre representantes da categoria e gestores da Prefeitura de Aracaju. Para fazer com que o desejo da categoria comece a se tornar realidade, a classe trabalhadora depende apenas do interesse de algum vereador para elaborar e apresentar o projeto de regularização do serviço público.
Há um mês, conforme destacado pela SMTT, representantes dos motofretistas voltaram a procurar a direção geral da superintendência a fim de dar seguimento ao diálogo. Apesar de todos os esforços dos motoqueiros, o recesso dos vereadores – que se estende até o próximo dia 16, continua impossibilitado a continuação do processo. Indícios administrativos iniciais alertam a possibilidade de regularizar já nos próximos meses até 1.500 profissionais da área. O serviço prestado por um mototaxista não é nada difícil de se obter. Curiosamente, ou não, no centro da cidade, em frente à sede da Câmara Municipal de Aracaju (CMA), é possível se deparar com dezenas de especialistas nesse tipo de transporte.
Na avaliação feita por Elison Cardoso, mototaxista há mais de cinco anos, já passou do momento em que Aracaju deve seguir o mesmo rumo legislativo já adotado por outros municípios que formam a Grande Aracaju, a exemplo de Nossa Senhora do Socorro, Barra dos Coqueiros e São Cristóvão, além de Itabaiana e Nossa Senhora da Glória. Ciente de que nem todos os mototaxistas irão conquistar uma das 1.500 possíveis vagas, o entrevistado garante que, só em discutir essa probabilidade de cadastro em Aracaju, já trata-se de um progresso mais que representativo para a categoria. Ele pede celeridade no debate assim que o recesso chegar ao fim.
Apesar dos avanços, Elison destaca que é preciso dar continuidade no projeto. "Não basta apenas jogar a bomba para os vereadores, precisamos que a Prefeitura de Aracaju, em especial os gestores da SMTT também busquem se somar a esta causa que para nós é muito nobre. Nosso objetivo é apenas conseguir esse alvará de funcionamento e evitar novos confrontos com os agentes da SMTT. Nosso trabalho é bem visto por milhares de aracajuanos e é justamente pensando nesses bem estar que continuamos lutando pela regularização por parte do prefeito João Alves Filho", disse. Outro ponto que permanece tirando o sossego dos mototaxistas trata-se da fiscalização ainda severa realizada pelo cerco fiscalizatório da SMTT.
Consciente que a realização dessa atividade ainda trata-se de um serviço inconstitucional, e consequentemente clandestino, o mototaxista Álvaro Lucena dos Santos pede que os gestores da SMTT tenham mais paciência e compreensão ao abordar um motoqueiro. Segundo o crítico, muitos agentes do órgão estariam abusando do poder de abordagem em todos os bairros da capital. "De que adianta aumentar esse debate se a direção da SMTT continua permitindo com que os agentes façam o que quiser com nós trabalhadores. É fato que a pressão é muito menor se comparado aos meses anteriores, mas ainda segue expressivo e rigoroso", declarou.
Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br
Depois de décadas lutando por regulariza ção e fugindo dos agentes de fiscalização da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), mototaxistas e motofretistas que atuam em Aracaju talvez estejam próximos de conquistar o pleito que tanto desejam na capital sergipana. Sonho de consumo para muitos, a regularização da profissão ao longo dos últimos cinco anos tem sido discutida com frequência entre representantes da categoria e gestores da Prefeitura de Aracaju. Para fazer com que o desejo da categoria comece a se tornar realidade, a classe trabalhadora depende apenas do interesse de algum vereador para elaborar e apresentar o projeto de regularização do serviço público.
Há um mês, conforme destacado pela SMTT, representantes dos motofretistas voltaram a procurar a direção geral da superintendência a fim de dar seguimento ao diálogo. Apesar de todos os esforços dos motoqueiros, o recesso dos vereadores – que se estende até o próximo dia 16, continua impossibilitado a continuação do processo. Indícios administrativos iniciais alertam a possibilidade de regularizar já nos próximos meses até 1.500 profissionais da área. O serviço prestado por um mototaxista não é nada difícil de se obter. Curiosamente, ou não, no centro da cidade, em frente à sede da Câmara Municipal de Aracaju (CMA), é possível se deparar com dezenas de especialistas nesse tipo de transporte.
Na avaliação feita por Elison Cardoso, mototaxista há mais de cinco anos, já passou do momento em que Aracaju deve seguir o mesmo rumo legislativo já adotado por outros municípios que formam a Grande Aracaju, a exemplo de Nossa Senhora do Socorro, Barra dos Coqueiros e São Cristóvão, além de Itabaiana e Nossa Senhora da Glória. Ciente de que nem todos os mototaxistas irão conquistar uma das 1.500 possíveis vagas, o entrevistado garante que, só em discutir essa probabilidade de cadastro em Aracaju, já trata-se de um progresso mais que representativo para a categoria. Ele pede celeridade no debate assim que o recesso chegar ao fim.
Apesar dos avanços, Elison destaca que é preciso dar continuidade no projeto. "Não basta apenas jogar a bomba para os vereadores, precisamos que a Prefeitura de Aracaju, em especial os gestores da SMTT também busquem se somar a esta causa que para nós é muito nobre. Nosso objetivo é apenas conseguir esse alvará de funcionamento e evitar novos confrontos com os agentes da SMTT. Nosso trabalho é bem visto por milhares de aracajuanos e é justamente pensando nesses bem estar que continuamos lutando pela regularização por parte do prefeito João Alves Filho", disse. Outro ponto que permanece tirando o sossego dos mototaxistas trata-se da fiscalização ainda severa realizada pelo cerco fiscalizatório da SMTT.
Consciente que a realização dessa atividade ainda trata-se de um serviço inconstitucional, e consequentemente clandestino, o mototaxista Álvaro Lucena dos Santos pede que os gestores da SMTT tenham mais paciência e compreensão ao abordar um motoqueiro. Segundo o crítico, muitos agentes do órgão estariam abusando do poder de abordagem em todos os bairros da capital. "De que adianta aumentar esse debate se a direção da SMTT continua permitindo com que os agentes façam o que quiser com nós trabalhadores. É fato que a pressão é muito menor se comparado aos meses anteriores, mas ainda segue expressivo e rigoroso", declarou.