Milton Alves Júnior
Sem alvará exclusivo, concedido pelo Governo do Estado, todas as cerimônias festivas e/ou religiosas com ampla movimentação de pessoas em Sergipe permanece suspensa neste final de semana. Menos de 48 horas após o governador Belivaldo Chagas anunciar novas medidas restritivas para combater a infecção do novo coronavírus, um grupo formado por cerimonialistas buscou o chefe do Poder Executivo com a esperança de conquistar permissão para realizar eventos como casamentos e formaturas, os quais haviam sido agendados com antecedência para este sábado e domingo. Na tentativa de obter êxito no pleito, o grupo ofereceu acesso integral aos fiscais responsáveis por analisar o nível de aglomeração em todos os 75 municípios sergipanos.
Apesar do apelo, o Governo do Estado optou por manter as decisões presentes na resolução de nº 11/2021, as quais foram deliberadas na última reunião do Comitê Técnico-Científico e de Atividades Especiais (CTCAE), realizada na quinta-feira, 04, com a presença do governador e do prefeito de Aracaju Edvaldo Nogueira. De acordo com a Superintendência de Estado da Comunicação, as restrições publicadas na edição de ontem do Diário Oficial do Estado (DOE), se fizeram necessárias diante do aumento de casos, óbitos e ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs), em todos os hospitais das redes pública e particular. Atender ao pedido dos cerimonialistas, segundo o Estado, seria seguir na contramão daquilo que ficou definido pelos membros do CTCAE.
"Estamos vivendo um momento muito difícil da pandemia. A questão do setor de eventos, bares e restaurantes são atividades que naturalmente aglomeram e naturalmente as pessoas precisam ficar sem máscara. Como é por tempo determinado, são medidas curtas, e que serão avaliadas na próxima quinta-feira, ela evita por exemplo medidas mais drásticas. Por exemplo, se essas medidas não forem tomadas agora, eles alegam o prejuízo agora, o prejuízo pode ser muito maior mais na frente, se colapsar o sistema de saúde, essas atividades podem ser proibidas definitivamente e não é isso que ninguém quer. O que a gente quer é dar uma pausa agora, reorganizar, esperar os hospitais naturalmente melhorar as suas condições e depois liberar em seguida", declarou Givaldo Batista, superintendente de comunicação.
Contraponto – Na avaliação apresentada pela cerimonialista Karla Hauzenberg, para se adotar ume medida impositiva, é necessário que os governantes também convidasse os setores de serviços e produtos para ouvir a opinião das classes trabalhadoras. Com três festas programadas para este final de semana, Karla lamenta a necessidade de suspender o evento que, conforme enaltecido por ela, estava pronto para ocorrer com o máximo de respeito às normas de prevenção contra a covid-19. Entre essas medidas estavam a limitação de 50% no número de convidados para cada espaço reservado, a disponibilidade de álcool em gel 70%, máscaras novas e mesas com distanciamento social, além da fiscalização integral dos seguranças.


