Aracaju decreta situação de emergência devido à microcefalia

Por causa do aumento dos casos de microce-falia em Aracaju, a prefeitura decretou situação excepcional de emergência em Saúde Pública. O anúncio foi feito ontem pelo secretário de Saúde, Luciano Paz, 24 horas depois de o governador Jackson Barreto decretar emergência na área no Estado. Ele disse que em relação à dengue, Zika ou Chikungunya, Aracaju está dentro dos padrões adotados pelo Ministério da Saúde.
"O que nos preocupa é a incidência de casos de microcefalia, por isso o prefeito João Alves decretou essa situação de emergência para que a gente possa ter agilidade no trabalho de prevenção dos casos das doenças, e o acompanhamento também daqueles casos já identificados em que nós vamos estar trabalhando de forma constante a partir de agora", destaca Luciano.
"Com o decreto nós passamos a habilitar o recebimento de recurso, a gente conta com isso por parte do Ministério da Saúde, mas ele também facilita algumas ações nossa. Por exemplo, ele agiliza a compra de equipamentos e materiais, a contratação de mão de obra, nós podemos contratar clínicas para fazer exames, podemos contratar profissionais de saúde, mais agentes se precisar. E ela envolve outras secretarias também, além de possibilitar que a gente possa ter prioridade no repasse de recursos internos, dentro da própria secretaria da fazenda, passe a priorizar o repasse de recursos para essas ações que são direcionadas tanto a prevenção quanto ao acompanhamento", explica o secretário.
Luciano enfatiza que o plano estratégico possui três pontos e inicia assim que o caso é identificado, quando as equipes programam visitas a família da gestante. "O nosso plano estratégico prevê três pontos: a prevenção, que é a atuação dos agentes nas ruas e a conscientização da população; o acompanhamento das gestantes, é bom destacar que a identificação só pode ser feita a partir do sexto mês de gestação, então não adianta a gestante querer correr para fazer o exame logo que identifica a gravidez e o terceiro ponto é o acompanhamento da criança, que mais do que ninguém é quem vai ter a consequência realmente da microcefalia", conclui Luciano Paz.

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