Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Quando um ho
mem público se
aproveita da posição de comando para carimbar o nome de parentes e agregados nas esquinas da cidade, a geografia sensível de Aracaju definha mais um pouquinho. Procurem um poeta, um seresteiro no mapa da capital sergipana. Ninguém responde. Mário Jorge está lá por conta do parentesco com a deputada Ana Lúcia Vieira. Na planta baixa, a terrinha é um deserto onde nunca brotou uma ideia, um verso, nada.
A sanha auto congratulatória se dá à esquerda e direita. Exemplos recentes não faltam. João Alves Filho perdeu a oportunidade de reconhecer a grandeza de Zé Peixe e batizou a ponte Aracaju/Barra como bem entendeu, com o intragável nome Construtor João Alves. Marcelo Déda fez igual, e meteu o nome do pai no Viaduto do DIA. Jackson Barreto, mais discreto, inaugurou uma praça em Santa Rosa de Lima com o busto da professora Neuzice – a quem deve, antes de tudo, a luz da própria vida. Agora, o prefeito Edvaldo Nogueira, em conluio com o vereador Nitinho Vitale, resolveu sancionar uma lei, alterando o nome da avenida Heráclito Rollemberg. O beneficiado, vejam só, vem a ser justamente o seu sogro, fundador da construtora Cosil. É o fim da picada.
Outro dia, muitos anos atrás, a Promotoria de Justiça de Estância, especializada na defesa do patrimônio público, expediu recomendação ao poder municipal no sentido de que não sejam utilizados nomes de pessoas vivas em bens públicos do município, resguardando os princípios da impessoalidade, isonomia e moralidade previstos pela Constituição Federal. A notícia deveria ser aqui lembrada com satisfação, mas no fundo não diz muita coisa. Em Sergipe, há mortos muito vivos e gente cheia de vida profissional em se fazer de morto.
Convém mencionar que o gesto personalista de Edvaldo é realizado em momento delicado, quando artistas sergipanos contratados para tocar no Forró Caju 2018 colocam a boca no trombone, na esperança de ver logo a cor de algum dinheiro. E assim, pelo feito e também pelo não feito, o prefeito se comporta de maneira idêntica aos adversários de longa data, um gestor virado pelo avesso, mais preocupado com assuntos domésticos do que com os compromissos assumidos ante uma cidade inteira.
Quando um ho mem público se aproveita da posição de comando para carimbar o nome de parentes e agregados nas esquinas da cidade, a geografia sensível de Aracaju definha mais um pouquinho. Procurem um poeta, um seresteiro no mapa da capital sergipana. Ninguém responde. Mário Jorge está lá por conta do parentesco com a deputada Ana Lúcia Vieira. Na planta baixa, a terrinha é um deserto onde nunca brotou uma ideia, um verso, nada.
A sanha auto congratulatória se dá à esquerda e direita. Exemplos recentes não faltam. João Alves Filho perdeu a oportunidade de reconhecer a grandeza de Zé Peixe e batizou a ponte Aracaju/Barra como bem entendeu, com o intragável nome Construtor João Alves. Marcelo Déda fez igual, e meteu o nome do pai no Viaduto do DIA. Jackson Barreto, mais discreto, inaugurou uma praça em Santa Rosa de Lima com o busto da professora Neuzice – a quem deve, antes de tudo, a luz da própria vida. Agora, o prefeito Edvaldo Nogueira, em conluio com o vereador Nitinho Vitale, resolveu sancionar uma lei, alterando o nome da avenida Heráclito Rollemberg. O beneficiado, vejam só, vem a ser justamente o seu sogro, fundador da construtora Cosil. É o fim da picada.
Outro dia, muitos anos atrás, a Promotoria de Justiça de Estância, especializada na defesa do patrimônio público, expediu recomendação ao poder municipal no sentido de que não sejam utilizados nomes de pessoas vivas em bens públicos do município, resguardando os princípios da impessoalidade, isonomia e moralidade previstos pela Constituição Federal. A notícia deveria ser aqui lembrada com satisfação, mas no fundo não diz muita coisa. Em Sergipe, há mortos muito vivos e gente cheia de vida profissional em se fazer de morto.
Convém mencionar que o gesto personalista de Edvaldo é realizado em momento delicado, quando artistas sergipanos contratados para tocar no Forró Caju 2018 colocam a boca no trombone, na esperança de ver logo a cor de algum dinheiro. E assim, pelo feito e também pelo não feito, o prefeito se comporta de maneira idêntica aos adversários de longa data, um gestor virado pelo avesso, mais preocupado com assuntos domésticos do que com os compromissos assumidos ante uma cidade inteira.