Aracaju suspende a vacinação de crianças menores por falta de doses

Milton Alves Júnior

A vacinação contra a Covid-19, destinada aos aracajuanos com idades entre 06 meses e dois anos, segue suspensa na capital sergipana depois que todas as mil doses encaminhadas pelo Ministério da Saúde – pertencente à Pfizer Baby -, foram aplicadas; este processo de imunização ocorreu em menos de uma semana. De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), paralelo à preocupação provocada pelo aumento representativo de casos positivos para a doença, o trabalho de conscientização desenvolvido pela prefeitura de Aracaju tem contribuído para que os pais e/ou responsáveis busquem a aplicação dos imunizantes. Nos demais 74 municípios sergipanos o estoque está baixo, se aproximando do esgotamento.
Diante do sucesso desta primeira etapa de proteção das crianças, a coordenadora de Imunização da SMS, Larissa Ribeiro, informou que a administração municipal está pronta para reativar o serviço de acolhimento deste público infantil, mas para isso é esperado que o governo federal encaminhe para o estado de Sergipe novos lotes da Pfizer Baby. Há, também, impasses operacionais envolvendo a vacinação destinada às crianças com 3 ou 4 anos de idade. Devido ao número reduzido de doses CoronaVac recebidas, a Secretaria Municipal da Saúde decidiu que a vacinação permanece preferencialmente destinada para a segunda dose, de modo a possibilitar a esse público completar o esquema vacinal.
“As doses chegaram e de imediato a SMS deu início às aplicações. O ponto positivo que observamos é que a procura pelo imunizante foi bastante intensa e isso contribuiu para que o estoque chegasse ao fim rapidamente. Podemos garantir que hoje temos 1.000 crianças nessa faixa etária protegidas contra os efeitos do coronavírus, bem como estamos prontos para receber mais doses e seguir protegendo as crianças”, destacou Larissa Ribeiro. A direção da Secretaria Municipal da Saúde destacou ainda que nem todas as unidades estão aptas para aplicar as doses destinadas às crianças; diante disto, a recomendação é que os pais ou responsáveis estejam atentos aos pontos de vacinação.

No geral, apenas seis Unidades Básicas de Saúde (UBSs) disponibilizam CoronaVac para crianças de 3 e 4 anos são: Santa Terezinha (Robalo); Osvaldo Leite (Santa Maria); Manoel de Souza (Sol Nascente); José Machado (Santos Dumont); Carlos Fernandes (Lamarão) e José Calumby (Jardim Centenário), das 8 às 16h. Aos sábados, o imunizante CoronaVac também está disponível nos três shoppings da capital, das 10h às 17h. Ao solicitar a aplicação da dose – independentemente da indústria farmacêutica/científica que produziu o imunizante -, os responsáveis precisam apresentar documento com foto da criança, além do cartão de vacina. Conforme o JORNAL DO DIA vem apresentando ao longo dos últimos dez dias, apesar do aumento de casos, a Covid-19 tem sido menos letal.

Balanço – Esse cenário ocorre em virtude da taxa de proteção proporcionada com a chegada da vacina em todos os 26 estados brasileiros, além do Distrito Federal. Vale recordar que a primeira pessoa a ser vacinada contra a Covid-19 no Brasil foi a enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos, no Hospital das Clínicas de São Paulo, em 17 de janeiro do ano passado o imunizante Coronavac, desenvolvido pelo Instituto Butantan. Em Sergipe, a data que marcou a história do estado com o início da imunização foi no dia 19 de janeiro de 2021, quando a Enfermeira Sônia Aparecida Damázio, operadora do Sistema Único de Saúde (SUS), recebeu a primeira dose.
Atualmente o estado de Sergipe contabiliza 346.815 casos confirmados, sendo 321 constatados nas últimas 24 horas. Desde o início da pandemia provocada pelo coronavírus, 6.446 sergipanos perderam a vida por complicações da Covid-19. Desde a primeira onda da doença – ocorrida no primeiro semestre de 2020 -, boletins atualizados são divulgados diariamente a partir das 18h pela Secretaria de Estado da Saúde (SES). Referente à taxa de vacinação, 88,05% da população está imunizada com a primeira dose; 81,30% com a segunda dose; 61,40% com a primeira aplicação de reforço; e apenas 31,21% com a segunda – e por enquanto última – dose de reforço.

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