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Assad enviou arsenal químico à fronteira do país


Publicado em 26 de julho de 2012
Por Jornal Do Dia


Damasco – A oposição na Síria denuncia que o governo do presidente sírio, Bashar Al Assad, transferiu armas químicas para os aeroportos localizados nas fronteiras do país com vários vizinhos. A Síria está localizada em uma área próxima ao Líbano, à Jordânia, ao Iraque, à Turquia e a Israel.

A informação foi divulgada pelo Exército Sírio Livre, que é formado por integrantes da oposição. As autoridades sírias admitiram que poderão usar armas químicas em caso de ameaças externas ao país.
"Nós, do comando do Exército Sírio Livre, sabemos perfeitamente onde estão essas armas e os seus posicionamentos", diz a oposição em comunicado. "Revelamos que Assad transferiu algumas armas e equipamentos de mistura de componentes químicos para aeroportos da fronteira."

O Exército Sírio Livre disse que o governo começou, há meses, a deslocar estoques de armas de destruição de massa para fazer pressão na região e na comunidade internacional. Anteontem (23), o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Síria, Jihad Makdissi, disse que o governo sírio pode usar armas químicas, se considerar necessário.

De acordo com o porta-voz, as armas químicas serão adotadas em "caso de ataque externo e nunca contra os seus cidadãos". Há 16 meses a Síria enfrenta um clima de guerra, com a morte de mais de 16 mil pessoas, inclusive crianças e mulheres.

A confirmação sobre o uso de armas químicas provocou preocupação na comunidade internacional. O presidente norte-americano, Barack Obama, avisou ao governo sírio que é "um erro trágico" usar armas químicas, e a ação pode levar à punição internacional.

O presidente do Conselho Nacional Sírio (CNS), Abdel Basset Sayda, principal representante da oposição, disse estar convencido da possibilidade de Assad usar armas químicas. "Um regime que massacra crianças e violenta mulheres poderia perfeitamente usar armas químicas."

A oposição informou ainda que apenas anteontem (23) oito detentos foram mortos durante a repressão de uma rebelião na prisão central de Alepo, no Norte do país. O motim ocorria enquanto a cidade, a segunda mais importante da Síria, sofria o quinto dia consecutivo de bombardeios por parte de forças do governo. Os oposicionistas disseram que a polícia atirou e lançou gás lacrimogêneo nos detentos.

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