Adema atende decisão judicial de desinterdição do aterro e cria comissão de acompanhamento

A diretora-presidente da Adema, Deborah Dias, avaliou a reunião como proveitosa e importante para definir novos encaminhamentos a respeito do processo.

A Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) suspendeu, em atendimento à decisão judicial, a interdição do aterro sanitário operado pela Rosário do Catete Ambiental para recebimento dos resíduos sólidos por 90 dias. Em novas reuniões realizadas na manhã desta quarta-feira (29), a Adema recebeu representantes da Procuradoria Geral do Município de Aracaju e da empresa operadora do aterro, ficando acordada a formação de uma Comissão, composta pelo corpo técnico da Adema e representantes da Orizon, para discutir as irregularidades encontradas pelo órgão ambiental, em busca de uma solução.
A diretora-presidente da Adema, Deborah Dias, avaliou a reunião como proveitosa e importante para definir novos encaminhamentos a respeito do processo. “Dentro desse prazo de 90 dias, fica definida a criação de uma comissão de técnicos da Adema e do grupo que administra o aterro, para que a gente possa se debruçar sobre esse processo. O que temos hoje é o relatório ambiental vigente, que aponta irregularidades com danos ao Meio Ambiente e danos à saúde humana. Então, a gente precisa de uma solução definitiva, porque a Adema não pode ficar inerte diante de uma comprovação de denúncia ambiental”, enfatizou.
O representante jurídico da Orizon, Gabriel Turiano, destacou os próximos passos após a reunião com técnicos da Adema. “Entendemos que hoje tivemos uma oportunidade única de começar uma nova história com a Adema, saindo de uma cenário de afastamento, e a diretora-presidente trouxe a possibilidade de diálogo, de mesa redonda. Então nós inauguramos aqui a continuidade de fazer os esclarecimentos, constituir uma comissão, visitar o nosso aterro, visitar outros aterros no estado para poder verificar a qualidade da nossa operação. Se mesmo assim permanecer alguma dúvida, a gente poderá tratar e resolver”, concluiu.

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