Dessa vez não teve gol de Sérgio Ramos nos acréscimos. Diferentemente do que aconteceu em Lisboa, na final da última Liga dos Campeões, a meta do Atlético de Madrid não foi vazada no apagar das luzes e o time alvirrubro conquistou a Supercopa da Espanha com uma vitória por 1 a 0. O gol do título foi marcado por Mandzukic, com apenas um minuto de jogo, e por mais que James Rodríguez e Cristiano Ronaldo – que entrou apenas no intervalo – tenham tentado, o caneco ficou no Vicente Calderón, o palco da grande partida.
Quem demorou um pouco mais para chegar à arquibancada por estar na fila do banheiro ou da lanchonete, perdeu um gol relâmpago de Mandzukic. Com um minuto e meio, o goleiro Moyá deu um chutão, Griezmann subiu muito mais que Sérgio Ramos e desviou de cabeça para Mandzukic. O croata se se desvencilhou da marcação de Varane, avançou e bateu forte, sem chances para Casillas.
O gol deu ainda mais energia ao elétrico time do Atlético e os jogadores do Real Madrid nitidamente não estavam na mesma sintonia que os rivais. Para tentar esfriar o jogo, algo que já virou rotina nos últimos jogos entre as equipes: lances ríspidos e truculentos. Mas, depois de algumas divididas com excesso de força e uma jogada ensaiada que Miranda não completou para o gol, o Real teve ótima chegada aos 24 minutos.
Aos 38, pouco depois de uma cabeçada que James não soube aproveitar, uma das poucas ocasiões em que o setor ofensivo do Real se movimentou: James, novamente, recebeu na entrada da área e deu ótima bola para Bale. O galês tirou de Godín e bateu rente a trave esquerda de Moyá, assustando o goleiro.
Para tentar reverter o quadro desfavorável, Carlo Ancelotti voltou do intervalo trocando Toni Kroos por Cristiano Ronaldo, mas a primeira chance clara foi do Atletico. E o Cristiano? Só apareceu bem aos 14 minutos, quando ficou mano a mano com Miranda e descolou cruzamento. Depois, aos 16, chutou forte, mas em cima de Moyá, que encaixou a bola, e aos 24 uma falta cobrada na barreira.


