Domingo, 21 De Abril De 2024
       
**PUBLICIDADE
Publicidade

Aumenta risco de infestação do Aedes aegpti em oito municípios


Avatar

Publicado em 02 de abril de 2024
Por Jornal Do Dia Se


AGENTES DE ENDEMIAS DO ESTADO ESTÃO INSPECIONANDO IMÓVEIS NOS MUNICÍPIOS ONDE HÁ MAIOR RISCO DE INFESTAÇÃO DO AEDES (Mário Sousa/ASN)

O mais recente Índice Rápido do Aedes Aegypti (LIRAa) divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), revelou que o estado dobrou o quantitativo de municípios enfrentando alto risco de infestação pelo Aedes aegypti; a apresentação deste levantamento ocorreu na manhã de ontem, na sede da SES, em Aracaju. Pelos pertos da pasta foi observado que oito cidades sergipanas enfrentam atualmente elevado grau de vulnerabilidade. No primeiro levantamento, realizado em janeiro deste ano, eram quatro cidades. Este número saltou para oito, e contempla as cidades de Simão Dias (9,0), Itabaiana (8,3), Areia Branca (7,1), Salgado (5,9), Capela (5,8), Nossa Senhora da Glória (4,8), Siriri (4,1) e Cumbe (4,0).
No que se refere às cidades que enfrentam médio risco, foi contatado que dos 75 municípios, 54 estão neste grupo intermediário, enquanto os demais 13, estão com risco baixo de infestação do mosquito transmissor também da chikungunya e zika. De acordo com o governo de Sergipe, foi constatado que alguns dos municípios que apresentaram e/ou mantiveram o índice alto, neste momento apontaram um crescimento significativo. A cidade de Itabaiana, por exemplo, saltou de (4,0) para (8,3); enquanto Simão Dias saiu de (6,4) para (9,0); já Areia Branca saiu do médio risco (1,7), para o alto risco (7,1), representando um aumento de 34,4% entre a primeira quinzena de janeiro e as duas últimas semanas de março.
Conforme destacado pelo JORNAL DO DIA ao longo dos últimos anos, a gerente de endemias da SES, Sidney Sá, voltou a destacar que o objetivo do LIRAa é identificar em tempo hábil a infestação do mosquito Aedes aegypti existente no estado. “O levantamento é feito por meio de uma pesquisa durante cinco dias e realizada pelos agentes de endemias dos municípios. Além disso, a cada dois meses, a SES, junto com as secretarias municipais de saúde, realiza um levantamento rápido para ver a presença do Aedes aegypti em Sergipe e assim promover ações de prevenção a casos de arboviroses e controlar o número de casos”, destacou. Os sintomas envolvendo as três doenças são comuns entre si, como febre e dor de cabeça.
“É preciso ficar atento aos possíveis ambientes de proliferação, aos sinais da doença, e, além do trabalho desenvolvido por agentes de combate a endemias, ter ao nosso lado o apoio popular. Apenas unindo nossas forças será possível deter o avanço do mosquito”, completou. De acordo com o Ministério da Saúde – bem como pelas secretarias de Estado e Município da Saúde -, para combater a proliferação do mosquito, as orientações são as mesmas compartilhadas pela Saúde Pública ao longo das últimas duas décadas: não deixar água parada; revirar pneus, garrafas e vasilhas que contribuam para o acúmulo de água; botar areia nos arredores de potes de plantas; além de ser solícito aos agentes de combate a endemias.
“É fácil e pode ser feito em pouco tempo, adotando ações simples do cotidiano. Evitar água parada em pneus, latas e garrafas vazias sempre é importante, assim como cuidar as plantas e vasos, potes e outros objetivos que acumulam água. Realizar a limpeza regular da caixa d’água e sempre mantê-la fechada, com tampa adequada também entra nesta lista. O cuidado com a sua residência, terreno e lote vai fazer a diferença no combate à doença. Outro ponto citado por especialistas é a verificação das calhas, retirando por exemplo folhas, galhos e tudo que possa impedir a água de correr por elas”, publicou.
Ainda sobre as orientações nacionais, a Saúde pública orienta: “colocar lixo em sacos plásticos e manter a lixeira fechada, assim como eliminar entulhos do seu quintal. O pote de água para seu animal de estimação também deve ser trocado com frequência. Ações simples como eliminar copinhos plásticos, tampas de refrigerante e sacos abertos que possam acumular água ajudam no combate à dengue. Piscinas que não estiverem em uso podem ser cobertas para evitar a proliferação dos mosquitos. Tampar os ralos é mais uma medida recomendada.”

**PUBLICIDADE



Capa do dia
Capa do dia



**PUBLICIDADE


**PUBLICIDADE
Publicidade