O agravamento da crise política, ética e moral no país – por conta das delações dos empresários da JBS, que afetaram diretamente o presidente Michel Temer e aliados próximos – serviu para esfriar as conversas sobre as eleições no próximo ano no estado. Em Brasília e em Sergipe só se fala se Temer deixa ou não o Planalto.
Os grupos políticos não estão conversando mais sobre a formação da chapa majoritária. Na oposição, não se fala hoje qual o melhor nome para disputar o governo: se o senador Eduardo Amorim (PSDB), o senador Antônio Carlos Valadares (PSB) ou o deputado federal André Moura (PSC).
Na situação, não se comenta mais sobre as duas vagas para o Senado, se o governador Jackson Barreto (PMDB) concorrerá a uma das vagas e quem será o outro nome. Não há, também, questionamentos se o vice-governador será o candidato a governador.
Essas discussões tinham mesmo que ser colocadas de lado, pois tudo dependerá do desfecho dessa grave crise. É preciso uma definição se o presidente Michel Temer deixará ou não o governo, quem será o novo presidente do Brasil em um eventual afastamento de Temer e se o ex-presidente Lula será ou não candidato novamente ao Palácio do Planalto.
Com Temer permanecendo presidente, André Moura, que é o líder do governo no Congresso, terá grande influência política na sucessão de 2018. Pode até ser o candidato a governador pela oposição ou a senador. Já com Temer fora do Planalto, o deputado perderá muita força política. Amorim e Valadares voltam a ser os nomes para governador.
No lado do governo, o PT só terá força em 2018 se o ex-presidente Lula não for impedido de disputar a presidência da República. O presidente estadual do PT, ex-deputado federal Rogério Carvalho, pode impor o seu nome para o Senado ou até mesmo disputar o governo em uma eventual candidatura de Lula ao Planalto no próximo ano.
Pela situação, estão querendo uma vaga na chapa majoritária, como senador, os deputados federais Fábio Mitidieri (PSD) e Laércio Oliveira (SD), e o ex-deputado federal Heleno Silva (PRB).
Agora é aguardar o desfecho final dessa crise política nacional, até porque nesse momento delicado que atravessa o país realmente não tem lógica discutir as eleições de 2018. O cenário político de hoje pode não ser o mesmo de amanhã.
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Ainda o Forró-Caju 1
Informações chegadas à coluna dão conta que o líder do governo no Congresso Nacional, deputado federal André Moura (PSC), já conseguiu assegurar recursos de emenda federal para a realização do Forró-Caju 2017, que pode chegar a R$ 2 milhões. O parlamentar deve oficializar a garantia dos recursos hoje ao prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB), que esteve pela segunda vez em Brasília esta semana tratando com André dessa pauta.
Ainda o Forró-Caju 2
André confirmando hoje mesmo a garantia dos recursos, o Forró-Caju deste ano será realizado durante três dias: 23, 24 e 25 de junho, como já informou o próprio prefeito.
Ainda o Forró-Caju 3
Além de Edvaldo Nogueira estiveram na terça-feira, em Brasília, com André Moura tratando da pauta do Forró-Caju os vereadores: Antônio Bittencourt (PCdoB), Vinícius Porto (DEM), Anderson de Tuca (PRB), Manoel Marcos (PSDB), Tiaguinho Batalha (PMB), Palhaço Soneca (PPS) e Zezinho do Bugio (PTB).
Deu o que falar 1
A ida de vários vereadores a Brasília para tentar viabilizar liberação de recursos federais foi criticada por aracajuanos. O tenente Antônio Moraes foi um dos que criticou. “Vereadores confundem funções e torram dinheiro público em viagens. Sua missão está bem longe do Distrito Federal. As viagens oneram os cofres públicos , o parlamentar embolsa diárias e, de concreto, pouco acontece porque vereador não tem peso político em Brasília para barganhar investimentos, ainda mais em época de crise”, afirmou.
Deu o que falar 2
Prossegue Moraes: “O fato é que Sergipe elegeu oito deputados federais e três senadores justamente para pleitear recursos federais para o Estado. Eles, ao contrário dos vereadores, têm poder de barganhar com votos no Congresso. Além disso, todos eles têm escritórios em Sergipe e recebem verbas indenizatórias para percorrer o estado e ouvir as necessidades dos vereadores e da população em geral”.
Correndo atrás de recursos 1
O governador Jackson Barreto (PMDB) passou ontem o dia em Brasília em busca de investimentos para Sergipe. Esteve reunido com o secretário Nacional de Desenvolvimento Regional, Marlon Cambraia, tratando da recuperação da barragem Barra da Onça, em Poço Redondo. Solicitou a liberação de R$ 1 milhão para recuperação da barragem.
Correndo atrás de recursos 2
JB também se reuniu com o diretor de obras hídricas do Ministério da Integração, Marcelo Pereira Borges. Tratou da liberação de R$ 10 milhões para finalizar a ampliação da Adutora do São Francisco, que é responsável por 67,19% do volume produzido para o abastecimento do sistema integrado da Grande Aracaju e que vai garantir o abastecimento nos próximos 20 anos.
Correndo atrás de recursos 3
Após garantir liberação de recursos para adutora do São Francisco e barragem de Poço Redondo, o governador foi recebido pelo presidente da Caixa Econômica, Gilberto Occhi, e pediu celeridade no financiamento de R$ 30 milhões para implantação de novas ligações domiciliares de água. O investimento beneficiará aproximadamente 40 mil pessoas em todo o estado, com ênfase nos municípios do Alto Sertão.
Em Sergipe
No próximo dia 07 de junho estará no estado o secretário de Desenvolvimento Regional do Ministério da Integração, Marlon Carvalho Cambraia. Ele vem lançar, no Palácio de Despachos, o Plano Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico. Com base no plano, a gestão estadual norteará as ações públicas de desenvolvimento e crescimento econômico.
Contra a xenofobia 1
A Assembleia Legislativa aprovou ontem moção de repúdio à vereadora Eleonora Broilo (PMDB), do município de Farroupilha, no Rio Grande do Sul, de iniciativa da deputada Maria Mendonça (PP). Razão: no último dia 22 de maio, a vereadora se referiu aos nordestinos como “ladrões”.
Contra a xenofobia 2
Maria Mendonça considerou “infeliz e desrespeitosa” a postura da vereadora gaúcha. “A postura de Broilo revela quanto o preconceito segue enraizado em muitas culturas. É preciso altivez no combate a essa prática”, disse Maria, ressaltando que a generalização é a prova da intolerância e, também, da ignorância.
Pagando caro
Em acordo de leniência com o Ministério Público Federal, a Holding J&F, da JBS, vai pagar multa de R$ 10,3 bilhões ao longo de 25 anos. O dinheiro dessa multa bilionária, a maior já aplicada por conta de um acordo de leniência, assegurará o fim das investigações da Polícia Federal a J&F, mas não aos irmãos Batista.
Destino da multa
Esse dinheiro será destinado ao tesouro nacional e às empresas públicas prejudicadas pelas ações ilegais da holding. Um total de R$ 8 bilhões será rateado entre Funcef (25%), Petros (25%), BNDES (25%), União (12,5%), FGTS (6,25%) e Caixa Econômica Federal (6,25%). O restante, R$ 2,3 bilhões, será investido em projetos sociais, especialmente nas áreas de educação, saúde e prevenção da corrupção.
Veja essa…
Ontem o ex-deputado estadual e conselheiro aposentado do Tribunal de Contas, Reinaldo Moura, pai de André Moura, já ligou para o secretário Valmor Barbosa (Infraestrutura) perguntando se ele estaria em Sergipe durante o São João e se tinha programação. Como Valmor respondeu que não viajaria, Reinaldo já fez o convite para o camarote do “Forró-Caju de André Moura”. Ele contou do convite a um grupo de amigos, na porta da Assembleia Legislativa.
CURTAS
Durante audiência ontem do governador Jackson Barreto com o presidente da CEF, Gilberto Occhi, foi garantido R$ 200 mil de patrocínio para o Arraiá do Povo, que ocorre na Orla de Atalaia, entre 21 e 30 de junho.
O prefeito Edvaldo Nogueira também pediu patrocínio junto à CEF, durante audiência anteontem com o presidente Occhi, para o Forró-Caju 2017.
A CCJ do Senado aprovou ontem, por unanimidade, a admissibilidade da PEC 67/16, que prevê a realização de eleição direta para presidente e vice-presidente da República se os cargos ficarem vagos nos três primeiros anos de mandato.
A PEC será encaminhada para votação no plenário do Senado e, se aprovada, seguirá para a Câmara dos Deputados.
Preocupado com as questões que envolvem o direito à acessibilidade, o vereador Juvêncio Oliveira (DEM) protocolou na Câmara de Aracaju o Projeto de Lei (PL), de sua autoria, que institui o Sistema de Acessibilidade nas Praias de Aracaju, denominado “Praia para Todos”.


