Rian Santos
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O Ballet de Londrina realiza turnê nacional dos 20 anos da companhia e traz a Aracaju A magistral orquestração de Igor Stravinsky (1882-1971) sob o domínio de execuções ao piano em dois de seus balés clássicos – A Sagração da Primavera e Petrouchka.
Dirigida pelo coreógrafo Leonardo Ramos, a companhia é uma das que mantém um repertório de maior circulação no país e internacionalmente, desde que foi criada, no interior do Paraná.
O Ballet de Londrina é exceção no panorama cultural brasileiro além do eixo Rio/São Paulo. Uma companhia de dança que, mais do que manter parte de um elenco de profissionais, desde a fundação, em 1983, conta com o vigor de novos bailarinos. Duas décadas de uma trajetória que deu início a suas comemorações no circuito nordestino da turnê nacional, incluindo as cidades de Fortaleza, Natal, Mossoró, Recife, Aracaju, Salvador e Camaçari.
A realização conta com apoio do Ministério da Cultura e a Tigre, projeto contemplado pelo Prêmio Funarte/Petrobras Klauss Vianna. O programa de repertório de Stravinsky também marca as comemorações do centenário de A Sagração da Primavera, uma das peças que serão apresentadas.
Em A Sagração da Primavera, o imortal enredo, arrebatado pela música do compositor russo, apresenta os desígnios da condição humana. Uma releitura contemporânea de uma obra que inaugurou a vanguarda europeia. A Sagração da Primavera dá continuidade à pesquisa do coreógrafo Leonardo Ramos, que desde os espetáculos Decalque (2007), explora a horizontalidade e novos eixos de apoio e equilíbrio dos bailarinos.
Característica que conquistou o status de linguagem própria da companhia londrinense.
A versão não orquestral da música de Stravinsky é executada por quatro pianos, que assumem o papel de todos os instrumentos. O que se vê no palco é um embate de forças em que a fragilidade da condição humana escreve a sua narrativa ora de grande delicadeza ou de total crueldade.
Continuando essa discussão em Petrouchka, a Companhia Ballet de Londrina leva às últimas consequências em Petrouchka, concepção original do russo Igor Stravinsky (1882-1971) e coreografia de Michel Fokine (1880-1942), a enganosa teia da paixão não correspondida, alimentada pelo amor a si próprio. Desejos inconfessos, vaidade, ciúme e, por que não, a ruína habitam os corações. Desavisados são feridos mortalmente na busca insaciável amorosa.
Espetáculo de dança ‘Petrouchka’, com o Ballet de Londrina
Teatro Atheneu, sábado e domingo, respectivamente às 20 e 19 horas.


