Bancários paralisaram atividades do HSBC em Aracaju

Uma ação do Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE) retardou ontem pela manhã a abertura das atividades nas duas agências do banco HSBC, instaladas em Aracaju. A paralisação momentânea nas agências no banco inglês faz parte do protesto nacional contra uma onda de demissões de funcionários.  
"O protesto é uma orientação nacional da Confederação dos Trabalhadores do Sistema Financeiro (Contraf) para pressionar o HSBC a suspender as demissões. Estamos estão exigindo o fim das demissões e a reintegração dos demitidos", afirma a presidenta do SEEB/SE, Ivânia Pereira.

Segundo Ivânia Pereira, no final da tarde de ontem, em São Paulo, a direção do HSBC e a Contraf se reuniram para tratar o assunto.  "Este ano, somando os atuais desligamentos, o HSBC que já demitiu em todo o País cerca de 2.000 trabalhadores. Em Sergipe, o banco demitiu dois funcionários", conta a sindicalista.   
A funcionária do HSBC e diretora do SEEB/SE, Armandina Santos Silva, diz que o banco vem reduzindo drasticamente os postos de trabalho, escondem os números de desligamentos e nega que esteja realizando demissões em massa. "Enquanto isso, os donos do banco aumentam seus lucros, sobrecarregando e adoecendo os funcionários e funcionárias".

Durante o turno da manhã, os diretores do SEEB/SE estiveram na porta das agências do HSBC (Pacatuba e Siqueira Campos). "Conversamos com os bancários e pedimos compreensão e apoio dos clientes. Aqui, as agências só abriram depois da 12h. Nesse período, o acesso aos cashs ficou liberado para os clientes e usuários do banco", afirma o diretor do SEEB/SE Everton Castro.

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