Milton Alves
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br
Em assembleia os bancá
rios decidiram suspen
der a greve nacional que se arrastava desde a primeira semana de setembro. A categoria se reuniu na noite de ontem na sede do Sindicato dos Bancários de Sergipe, em Aracaju, com o objetivo de analisar a contraproposta encaminhada essa semana à classe trabalhadora por meio da Federação Nacional de Bancos (Fenaban). Na última cartada os banqueiros elevaram a oferta de 7% para 8% de reajuste salarial e também ofereceram um abono de R$ 3,5 mil e a garantia de conceder, no próximo ano, a reposição da inflação e 1% de aumento real, entre outros benefícios.
Na manhã de ontem os sindicatos espalhados por todo o país já indicavam possibilidade de acabar com o movimento grevista de maior representatividade desde o ano de 2004. A expectativa pelo reinício dos trabalhos obteve maiores indícios após São Paulo ter acatado a contraproposta e decidido oficialmente pelo fim da greve. As 17h o Jornal do Dia entrou em contato com Ivânia Pereira, presidente do SEEB, e ela garantiu que apenas os sergipanos poderiam definir o rumo do movimento, e, por este motivo, era necessário aguardar o fim da assembleia que só ocorreu por volta das 20h30.
Na lista de benefícios apresentada pela Fenaban os bancos se comprometeram ainda a corrigir o vale-alimentação em 15%; o vale-refeição e o auxílio creche/babá em 10% e a implantar a licença-paternidade de 20 dias. "Quem conduz o rumo das greves em nosso estado são os bancários sergipanos. O pedido para paralisação veio da comissão nacional, mas a mesma coordenação geral nos deixou à vontade para que decidíssemos pela melhor alternativa possível para os profissionais. Por decisão da maioria optamos por decretar fim da greve", informou a presidente.
A categoria reivindicava um reajuste salarial de 14,78%, dos quais 5% são de aumento real, participação nos lucros e resultados de três salários mais R$ 8.297,61; piso salarial de R$ 3.940,24; vales alimentação e refeição, e auxílio-creche/babá no valor do salário mínimo nacional (R$ 880). Mesmo com 32 dias de débito funcional, os bancos reiniciam as atividades a partir de hoje sem promover horário estendido, assim como ocorreu em movimentos anteriores. Todos os bancos, com exceção do Banco do Estado de Sergipe (Banese) aprovaram a proposta. Os debates seguiram depois das 21h.
"Os debates aconteceram desde o final da tarde, mas até o momento (20h30) os colegas baneseanos não haviam chegado em um acordo. Vamos continuar dialogando até que a categoria decida se permanece com a greve ou não. Fora o Banese, posso garantir que todos os serviços começam a ser regularizados a partir das 10h dessa sexta nas agências bancárias", pontuou. Ao todo, 210 agências interromperam os serviços ao longo dos últimos 32 dias. No Brasil foram mais de 12 mil agências bancárias que optaram por aderir ao movimento nacional.
Milton Alvesmiltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br
Em assembleia os bancários decidiram suspender a greve nacional que se arrastava desde a primeira semana de setembro. A categoria se reuniu na noite de ontem na sede do Sindicato dos Bancários de Sergipe, em Aracaju, com o objetivo de analisar a contraproposta encaminhada essa semana à classe trabalhadora por meio da Federação Nacional de Bancos (Fenaban). Na última cartada os banqueiros elevaram a oferta de 7% para 8% de reajuste salarial e também ofereceram um abono de R$ 3,5 mil e a garantia de conceder, no próximo ano, a reposição da inflação e 1% de aumento real, entre outros benefícios.Na manhã de ontem os sindicatos espalhados por todo o país já indicavam possibilidade de acabar com o movimento grevista de maior representatividade desde o ano de 2004. A expectativa pelo reinício dos trabalhos obteve maiores indícios após São Paulo ter acatado a contraproposta e decidido oficialmente pelo fim da greve.
As 17h o Jornal do Dia entrou em contato com Ivânia Pereira, presidente do SEEB, e ela garantiu que apenas os sergipanos poderiam definir o rumo do movimento, e, por este motivo, era necessário aguardar o fim da assembleia que só ocorreu por volta das 20h30.Na lista de benefícios apresentada pela Fenaban os bancos se comprometeram ainda a corrigir o vale-alimentação em 15%; o vale-refeição e o auxílio creche/babá em 10% e a implantar a licença-paternidade de 20 dias. "Quem conduz o rumo das greves em nosso estado são os bancários sergipanos. O pedido para paralisação veio da comissão nacional, mas a mesma coordenação geral nos deixou à vontade para que decidíssemos pela melhor alternativa possível para os profissionais. Por decisão da maioria optamos por decretar fim da greve", informou a presidente.A categoria reivindicava um reajuste salarial de 14,78%, dos quais 5% são de aumento real, participação nos lucros e resultados de três salários mais R$ 8.297,61; piso salarial de R$ 3.940,24; vales alimentação e refeição, e auxílio-creche/babá no valor do salário mínimo nacional (R$ 880). Mesmo com 32 dias de débito funcional, os bancos reiniciam as atividades a partir de hoje sem promover horário estendido, assim como ocorreu em movimentos anteriores. Todos os bancos, com exceção do Banco do Estado de Sergipe (Banese) aprovaram a proposta. Os debates seguiram depois das 21h."Os debates aconteceram desde o final da tarde, mas até o momento (20h30) os colegas baneseanos não haviam chegado em um acordo. Vamos continuar dialogando até que a categoria decida se permanece com a greve ou não. Fora o Banese, posso garantir que todos os serviços começam a ser regularizados a partir das 10h dessa sexta nas agências bancárias", pontuou. Ao todo, 210 agências interromperam os serviços ao longo dos últimos 32 dias. No Brasil foram mais de 12 mil agências bancárias que optaram por aderir ao movimento nacional.