Bandidos invadem agência do Itaú e roubam até os clientes

Gabriel Damásio
gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br

Mais um assalto a banco aconteceu em Aracaju, em menos de uma semana. Por volta das 12h40 de ontem, dois homens armados levaram uma quantia em dinheiro da agência do banco Itaú na Avenida Hermes Fontes, bairro São José (zona sul da capital). A suspeita é de que um terceiro assaltante ficou esperando do lado de fora, enquanto os comparsas tomavam as armas e os coletes dos vigilantes. A suspeita da polícia é de que pode haver alguma ligação entre o assalto de ontem e o crime ocorrido sexta-feira passada na agência do Banese na Avenida Simeão Sobral, bairro Santo Antônio (zona norte), de onde uma grande quantia em dinheiro foi levada de um carro-forte.

Segundo os registros do circuito interno de TV da agência, a dupla usava uma pistola e uma arma longa, a qual seria provavelmente uma metralhadora. Eles entraram surpreendendo os dois vigilantes e os obrigando a lhes entregar seus revólveres calibre 38 e os coletes balísticos. Os cerca de 10 clientes que aguardavam atendimento na fila também foram obrigados a entregar seus pertences e o dinheiro que tinham aos criminosos. Uma das vítimas iria depositar mais de R$ 5 mil na agência, mas perdeu a quantia para os bandidos. Os dois criminosos também seguiram para os caixas e recolheram o dinheiro que nele havia, permanecendo menos de quatro minutos no Itaú.

O tenente-coronel Jackson Nascimento, comandante do Policiamento da Capital, acredita que pelo menos quatro pessoas teriam participado do assalto. Ao menos um deles foi visto em um carro Voyage de cor prata que estava parado em frente ao banco. Este foi o carro usado para a fuga dos criminosos. Várias equipes da Polícia Militar fizeram buscas em bairros do centro e da zona sul para tentar localizar os assaltantes. O total roubado não foi divulgado.

Sobre a possível ligação entre os assaltos do Itaú e do Banese, o oficial considerou "prematuro" falar dessa hipótese, mas admitiu que ela exista, pois, além da proximidade de datas, há o relato comum de que, nos dois assaltos, um dos ladrões estava armado com uma metralhadora. "Esse é um caminho que pode ser investigado", admitiu Jackson. Os dois assaltos são investigados pelo Centro de Operações Policiais Especiais (Cope).

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