Beatles cover no Capitão Cook

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br

Vira e mexe, Arthur Matos reúne os amigos e ataca de Beatles. Ele certo. A banda do Sargento Pimenta (Rafael Ramos, Rafael Jr. Fabio Snoozer e Fabrício Rossini completam o quinteto) tem competência suficiente pra deixar qualquer beatlemaníaco embasbacado.

Take a sad song and make it better – Arthur garante Beatles pra todos os gostos. Canções de estrutura simples e refrão pegajoso, a exemplo de "Twist and shout", "Help!" e "Can’t buy me love", dividem a atenção dos músicos com petardos da linhagem de "Golden Slumbers" e "The End", provando a gregos e troianos que, na alegria ou na tristeza, os Beatles foram felizes como ninguém.

Tão felizes que apelam para nossos instintos primitivos. Depois de adicionar as músicas que devem fazer parte do show, uma por uma, no player do computador, fui obrigado a aumentar o volume mais de uma vez, ignorando os cuidados que o horário recomendava. Atire a primeira pedra quem se manter impassível com "Dig a pony" nos ouvidos. Levantei eu mesmo um brinde, seguindo o conselho do riff ensandecido da canção, e mandei tudo pro diabo. "Well, you can celebrate anything you want".

É preciso um coração de pedra para escutar "Hey Jude" sem cantar junto. Não existe nervo de aço que justifique qualquer pontinha de indiferença em relação a "Blackbird". Não respeito uma pessoa que não se emocione logo nos primeiros acordes de "A day in the life".

Nas palavras dos próprios: Beatles até dizer chega, até pedir bis, até o talo, até acabar a cerveja do Capitão Cook, até alguém dar um Stage Dive durante Something, até alguém subir em cima da mesa. Todas as fases, todos os gostos. A noite promete.

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