O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta terça-feira (17) que o pagamento do Bolsa Família no valor de R$ 600 para família beneficiárias começa nesta quarta-feira (18).
“Compromisso firmado durante a campanha e que conseguimos graças a PEC que aprovamos ainda na transição, já que o valor não tinha sido previsto no orçamento pelo governo anterior”, disse o presidente Lula pelo Twitter.
Segundo o Ministério de Desenvolvimento Social, a partir de março, deverá ser incluído o valor de R$ 150 a mais por criança de zero a seis anos nas famílias em condição de vulnerabilidade social.
“A perspectiva é, a partir de agora, ter a família como centro das políticas que têm como âncora o Novo Bolsa Família, a transferência de renda. Uma das preocupações é com a criança nessa fase de formação. A previsão é que a gente possa já em fevereiro trabalhar as condições de atualizar o Cadastro Único para que, a partir de março, o pagamento já seja acrescido dos R$ 150 por criança de zero a seis anos”, afirmou o ministro Wellington Dias, do MDS.
Em janeiro de 2023, o programa de transferência de renda do Governo Federal chega a 21,9 milhões de famílias, a partir de um investimento de R$ 13,38 bilhões. O valor médio recebido por família é de R$ 614,21. O programa está presente nos 5.570 municípios do país.
Os pagamentos do Bolsa Família são feitos de maneira escalonada. Os primeiros a receber são os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) de final 1. O cronograma segue até 31 de janeiro, para os contemplados com NIS final zero. Os usuários não precisam trocar ou atualizar cartões. Os mesmos cartões do Auxílio Brasil seguem válidos para saques e movimentações.
Busca ativa – O governo Lula vai retomar, em parceria com os municípios, a estratégia de busca ativa para localizar famílias que têm direito de receber o Bolsa Família, mas ainda estão fora do programa.
O anúncio foi feito pelo ministro do Desenvolvimento Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias (PT), que explicou o objetivo da iniciativa em um vídeo publicado nas redes sociais.
Adotada nos governos anteriores do PT, a busca ativa se mostrou uma poderosa ferramenta de inclusão social por ser capaz de identificar famílias extremamente vulneráveis, que muitas vezes não têm condições de ir atrás de seus direitos, seja por falta de informação, seja por dificuldade de acessar a rede de proteção social em sua cidade.
Dessa forma, em vez de os assistentes sociais esperarem que os cidadãos os procurem, são eles que partem em busca dessas pessoas, para informá-las e cadastrá-las no programa.
“Nós vamos ter várias frentes (de atuação). Uma delas é essa de dar a mão, de trazer para a proteção social quem está passando fome. São pessoas que, em todas as regiões do Brasil, têm direito ao Bolsa Família, mas ficaram de fora”, explicou Dias.
Ainda segundo o ministro, os municípios receberão recursos do governo federal para realizar essa busca, que ajudará também na identificação das famílias que têm crianças com menos de 6 anos e, por isso, terão direito a receber R$ 150 a mais por cada menino ou menina nessa faixa etária.


