Sexta, 04 De Abril De 2025
       
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Brasil, cerveja e carnaval


Publicado em 26 de fevereiro de 2025
Por Jornal Do Dia Se


Um inequívoco símbolo nacional.

Rian Santos – riansantos@jornaldodiase.com.br
Barbara adora cerveja.
Desde quando suspeitou estar grávida, há dois anos, no entanto, parou de beber. Ano passado, ela passou o seu primeiro carnaval de bico seco, em muito tempo. Hoje, no clima da festa, com nossa filha a tiracolo, brindamos a alegria de estarmos vivos e bem, a alegria de estarmos juntos.
O jornalista Pedro Doria (O Meio) realizou, certa vez, uma breve digressão etílica e econômica sob o pretexto de evocar o marco inicial de seu terceiro casamento: um convite para um chope. A partir daí, ele passou a relacionar uma série de dados sobre as cifras derivadas da produção e do comércio da bebida, além de eleger a tulipa suada e o copo americano dos botecos vagabundos como um inequívoco símbolo nacional.
Eu assino embaixo. Botequeiro convicto, colaboro com a rentabilidade da indústria cervejeira, estandarte festivo da cultura brazuca, com alguns engradados mensais. Barbara sempre comigo.
Não há carnaval sem cerveja. Não há Brasil sem carnaval. A relação entre isso e aquilo, mais aquilo outro, um amálgama do que há de melhor na identidade tupiniquim, a fisionomia caricata de uma alegria miscigenada, com vocação para o batuque mais furioso, sobrevive à onda conservadora com notável desenvoltura, a bem do imaginário pátrio.
Barbara já abasteceu a geladeira com o puro malte mais apreciado da casa. Cerveja de gosto forte, amiga de música, do calor e da folia. Confiro o estoque e assovio um samba: Também, sem uma cachaça, lembra Chico Buarque, ninguém segura o rojão.
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