O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) devolveu ao Brusque os três pontos na tabela da Série B do Campeonato Brasileiro. O clube teve o recurso julgado em videoconferência, nesta quinta-feira, a respeito do caso de racismo por parte de um dirigente contra o jogador Celsinho, do Londrina. A decisão foi por 6 votos a 2.Com a recuperação dos pontos, o Quadricolor passa a ter 44, sobe para a 14ª colocação e aumenta as chances de permanência na competição.
Presidente da sessão, José Perdiz determinou a perda de um mando de campo, a ser cumprido em campeonato nacional, e o pagamento de multa de R$ 60 mil para o Brusque. A punição a Júlio Antônio Petermann, presidente do Conselho Deliberativo e identificado como autor da declaração racista, foi mantida integralmente: suspensão por 360 dias e multa de R$ 30 mil.
Entenda o caso – Na partida entre as duas equipes na Série B, em 28 de agosto, Celsinho afirmou que foi chamado de “macaco” por Júlio Antônio Petermann, presidente do Conselho Deliberativo do Brusque. Na súmula, o árbitro Fábio Augusto Santos Sá relatou que o meia ouviu a frase “vai cortar esse cabelo, seu cachopa de abelha”.
Após o acontecido, o Londrina divulgou um vídeo nas redes sociais em que é possível ouvir um grito de “macaco”. A postagem do Tubarão foi uma resposta ao clube catarinense que, em um primeiro momento, falou que Celsinho estava sendo “oportunista” ao denunciar o racismo.
Não foi a primeira vez que Celsinho sofreu com o racismo na Série B. O meia do Londrina também ouviu ofensas nas partidas contra o Goiás e o Remo, ambas em julho.


