Buster Crabbe

Nascido em Oakland, Califórnia, Clarence Linden Crabbe foi criado no Havaí, e mais tarde voltou para os Estados Unidos, ingressando na Universidade para seguir o curso de Direito. Lá, transformou-se no campeão olímpico de natação, em 1932, quando bateu o recorde de 400 metros, nado livre, vencendo o francês Jean Taris, favorito da prova, por 1/10 de segundo. A partir daí começou a trabalhar em espetáculos realizados em piscinas e denominados "acquacades".

Ainda nesse tempo arrumou emprego no cinema como figurante e dublê e apresentou-se depois à MGM, a fim de ser testado para o papel de Tarzan, mas o estúdio preferiu Johnny Weissmuller. A Paramount acabou contratando-o para encarnar Kaspas, o Homem-Leão, em "O Homem-Leão" de 1953. No mesmo ano, aceitou fazer para a Principal Pictures o seu primeiro seriado, "Tarzan, o Destemido". Em seguida fez alguns filmes de segunda categoria, até 1936, quando se tornou Flash Gordon.
Muitos artistas foram entrevistados (inclusive John Hall) e Crabbe, após ter consentido em clarear os cabelos, obteve o papel, iniciando seu itinerário para a imortalidade cinematográfica. O seriado com o célebre personagem dos quadrinhos teve duas continuações "Flash Gordon no Planeta Marte" (1936) e "Flash Gordon Conquistando o Mundo (1940), ambos com Crabbe, que viveu ainda outros heróis das HQ, como "Red Barry" (1938) e "Buck Rpgers" (1939).

Nos anos subsequentes, o ator – sempre muito elogiado pela sua beleza e simpatia-, encabeçou o elenco de diversos faroestes de orçamanso reuzido, entre eles, duas séries da PRC, "Billy the Kid" e "Billy Carson", a primeira com 13 títulos e a segunda com 22. Fez também alguns longas de outros gêneros, também modestos.

Na TV, estrelou a série "Foreign Legionaire" (1955), ao lado do filho Cullen, e um teleteatro, em 1952, "The MurderComes to You" (1959). Cumprindo o destino de tantos veteranos, tornou-se coadjuvante em filmes sofríveis e, após participar de vários deles, encerrou a brilhante carreira em "Bandoleiros do Arizona, de 1965, embora ainda estivesse com boa aparência e fôlego para muitas cavalgadas e porradas.
Além das duas continuações de Flash Gordon, ambas com Crabbe, houve uma versão radiofônica, em 1935, com Gale Cordon (substituído depois por James Meigham, uma na televisão em 1953, com Steve Holland e, finalmente, outra no Cinema, o longa "Flash Gordon 80", com Sam Jones. Infelizmente em todas elas faltou a presença sedutora de Buster Crabbe, um dos poucos atores que parecia mesmo um herói de gibi.
De fato, Buster Crabbe era o próprio Buster Crabbe.        
 
(Resumo do capítulo 42 do meu livro inédito "101 Ícones do Cinema que Nunca Sairão de Cena")

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