Rian Santos
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O mercado para a música autoral na terrinha ainda é o mais modesto. Assim, vira e mexe, músicos tarimbados, com anos de madrugadas perdidas na bolsa dos olhos inchados, colocam a própria experiência e os calos derivados do ofício a disposição de interpretações inspiradas. O projeto CaetanAjué destes.
Formado por Fabio Oliveira, Paulo Antonio e Marcos Odara, o projeto CaetanAju cumpre agenda n’A casa do mangue (sábado, a partir das 13 horas). Via de regra, os músicos fazem uma verdadeira imersão nos 50 anos de carreira do cantor e compositor baiano, desde clássicos dos anos 60, 70 e 80.
Fabinho já mencionou as diversas formações do projeto para este Jornal do Dia.”O CaetanAju surgiu em2022, com formato em duo, a partir da parceria formada por mim (voz e violão) e Marcos Odara (voz e bateria). Convidei o músico Pedro Mendonça (percussão) e ele deu outra dimensão à ideia inicial, formamos um trio. Depois, estramos com uma banda completa, em quinteto, com Paulo Antônio (baixo e guitarra) e James Bertisch”.
No repertório, músicas compostas ao longo dos 50 anos de trajetória de Caetano Veloso.
“Tocamos músicas que Caetano compôs em inglês, durante o exílio londrino, seguindo pelos anos 70, quando ele gravava com a Outra Banda da Terra – são desta fase músicas como ‘Trilhos Urbanos’, ‘Queixa’, ‘Qualquer Coisa’ e ‘Menino do Rio'”, continua Fabio.
“O show também faz uma imersão nos anos 80 (com ‘Podres Poderes’, ‘Eclipse Oculto’) e depois retorna aos anos 70 já no pós-exílio, com canções gravadas em Londres com Jards Macalé, que resultaram no aclamado LP ‘Transa’, bastante revisitado pelas novas gerações e hoje um clássico, indiscutivelmente”, finaliza o cantor do projeto, Fabio Snoozer.
Seja qual for a formação da banda e a fase abordada pelo projeto, no entanto, resta uma certeza: Conhecimento e competência transbordam pelas mãos destes músicos.


