Camelôs denunciam invasão de "ilegais"

Camelôs estão invadindo ruas e praças do Centro de Aracaju, e sem fiscalização ostensiva por parte da Prefeitura de Aracaju, parcialmente inviabilizam o fluxo de pedestres em busca de compras. Para muitos empresários da região, é preciso que agentes da Guarda Municipal e da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) viabilizem ações de combate a propagação de ambulantes a fim de evitar que o local transforme-se em um mercado clandestino de mercadorias pirateadas. Em contrapartida, os ambulantes garantem que permanecem aguardando um local apropriado para que todos os trabalhadores possam se concentrar e promover o comércio sem truculências por parte dos gestores municipais.

Este é mais um capítulo da disputa por território e direitos trabalhistas envolvendo a Prefeitura de Aracaju, os ambulantes, e os empresários que preferem a omissão perante a mídia. Nos últimos dois anos o Jornal do Dia periodicamente vem publicando matérias relatando esses conflitos que, coincidentemente, ou não, começou a protagonizar cenas de debates durante as eleições de 2012. Antes estes vendedores até ajudavam a gente, nós vendemos calçados, eles vendiam cadarços. Existia esse intercâmbio de clientes, hoje não", declarou. Atualmente, cerca de 300 vendedores são credenciados pela Emsurb, mas no popular mercado clandestino, esse número pode ser superior a 600.

Preocupado com a situação, o diretor-presidente da ACFAMA – Associação dos Camelôs Fixos e Ambulantes do Município de Aracaju, André Benedito, na semana passada protocolou um pedido de apoio junto ao Ministério Público Estadual (MPE/Sergipe) para que interceda na desorganização que atrapalha o progresso econômico de centenas de estabelecimentos comerciais. Além do crescimento exorbitante de vendedores sem o devido credenciamento, o gestor afirma que existem três associações, e aí, estaria o principal problema. Segundo André, nos calçadões das ruas Laranjeiras e João Pessoa o problema é menor, mas ainda incomoda quem necessita do local bem administrado para aquecer as vendas.
"Desde a semana passada eu venho trabalhando não para acabar ou criar problemas com as demais associações, eu quero que seja feita uma reorganização de todo o Centro porque transitar a pé por alguns locais está quase que impossível", disse. Entre estes ambientes citados pelo associado, estaria o calçadão em frente ao Edifício Maria Feliciana, e na Rua Santa Rosa. Questionado quanto ao modo de administrar os ambulantes da João Pessoa e Laranjeiras, André apresentou progresso. "Tem problemas? Claro que tem, mas não se pode negar que estamos evoluindo. Ali já foi bagunçado, aos poucos, um detalhe aqui e outro ali vamos conseguir satisfazer a todos", afirmou.
Pela Emsurb foi informado que frequentemente existem diálogos entre o órgão de fiscalização e os associados. Diante da situação, os gestores esperam que os presidentes das associações possam desenvolver uma planilha de pautas e buscar soluções imediatas. "Várias vezes já conversamos com o diretor de Espaços Públicos da Emsurb, Luiz Carlos (Branca de Neve) e ele se mostra interessado em resolver essas questões, mas agora desejamos também a participação do Ministério Público", pontuou André Benedito

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