Milton Alves Júnior
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Sem fiscalização adequada nas proximidades do Mercado Albano Franco, em Aracaju, ambulantes que não possuem aval da prefeitura nos últimos 15 dias estão se aglomerando entre as ruas e calçadas e já prejudicam as vendas de estabelecimentos comerciais legalmente autorizados. Com as proximidades das festas de final de ano, a perspectiva é que caso a ação irregular não seja coibida, os empresários da região possam registrar prejuízos nas vendas. Receosos com a possibilidade de uma repressão por parte dos ambulantes, um grupo de lojistas entrou em contato com a administração municipal e solicitou providências.
Inconformado com a desordem, o vendedor Marcos Freitas, que preferiu não divulgar o local de trabalho, alegou que um acordo para desobstrução das calçadas já foi promovido, porém os ‘camelôs’ continuam sem respeitar os pedidos. "Não adiantou nada. No início até que eles se mostraram interessados em se mudar para outra região, mas desistiram e aqui mesmo permaneceram. Sem saída, meu superintendente acionou a PMA, mas até agora nenhuma providência foi efetivada", disse. Segundo Freitas, um dos maiores problemas é o pequeno acesso que os clientes possuem para adentrar nas lojas.
Com o final da primeira quinzena de dezembro, estima-se que os lojistas deixaram de vender em média 15%, se comparado ao mesmo período do ano passado. "É bom deixar claro que não queremos que eles deixem de vender, até porque eles precisam tanto quanto nós, mas que não nos prejudique", pontuou. Em contrapartida, Marinalva dos Anjos que revende assessórios femininos, alegou que não estão prejudicando ninguém. Questionada sobre a irregularidade no uso do solo público para praticar o comércio, a autônoma disse que muitos estão na calçada justamente por alguns empresários liberarem.
"Sabemos que a Prefeitura de Aracaju sempre está fazendo fiscalização por aqui e retirando todos aqueles que estão legalizados para vender, é por isso mesmo que antes de fixar nossas barracas a gente pede o apoio dos donos de lojas, e eles nos liberam. Na realidade é bom para os dois porque vendemos produtos relacionados", rebateu a crítica. Na Rua Florentino Menezes, por exemplo, entre os produtos mais comercializados estão: óculos, acessórios para automóveis, frutas, diversidade em vestuário, além de calçados e produtos natalinos.
Fiscalização – Responsável pela fiscalização da área, a direção da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) disse estar ciente quanto ao problema, mas que irá atuar conforme as leis municipais para evitar que atividades ilícitas continuem sendo promovidas livremente. Em nota oficial emitida pela assessoria de comunicação, o órgão municipal informou: "A Emsurb reconhece a deficiência em relação à fiscalização na localidade, no entanto, garante que a partir deste sábado, 15, o serviço será reforçado com o auxílio de dez profissionais e com mais 15 profissionais a partir da próxima segunda-feira, 17".


