Quinta, 29 De Fevereiro De 2024
       
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Camelôs protestam contra fim do comércio na calçada da orla


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Publicado em 16 de junho de 2012
Por Jornal Do Dia


Nem só de festa junina vive a orla de Atalaia, em Aracaju. Há também problemas por lá. Aproximadamente 100 ambulantes dizem estar prejudicados com a  proibição de venda de produtos na calçada da orla,  próximo à Praça de Eventos.
Por conta da proibição, eles se organizaram e na noite da última quinta-feira, dia 14, realizaram uma passeata no orla. Segundo eles, na ocasião havia a presença de viaturas da polícia e fiscais da Emsurb e que essa seria uma forma de intimidá-los.
"Eles pensaram que a gente ia chegar lá e montar nossas barracas, depois que eles falaram que não podia. Mas mostramos o contrário, que desejamos é trabalhar e não bagunçar. Polícia no lugar de polícia e vendedor no lugar de vendedor", desabafou o ambulante Ari da Silva, que está no local há quatro anos.
Desde a última quarta-feira, dia 13, eles estão proibidos de comercializar seus produtos na calçada da orla de Atalaia, uma prática já comum e que é reconhecida por sergipanos e turistas. Como nunca foram incomodados pelos órgãos públicos, muitos dizem ter investido alto na compra de mercadorias para atender a demanda nesse período de festejos juninos, mas agora temem prejuízos.
O vendedor Ronaldo de Oliveira falou do medo que ronda todos os comerciantes. "Como ano passado as vendas foram muitos boas, esse ano investimos mais ainda. O pouco que a gente ganha é tudo investido no nosso trabalho", relatou.
Cadastro – A Empresa Sergipana de Turismo informou que já existem 300 artesões cadastrados e autorizados a comercializar na orla de Atalaia. Já os ambulantes mostrados na matéria seriam novos vendedores, que já se organizaram em uma associação e buscam espaço para o comércio.
A Secretaria de Estado do Turismo avisou que não há previsão de liberação de novas concessões para vender na calçada. O secretário  Elber Batalha disse que os camelôs da calçada são clandestinos, invadiram espaço público e estavam negociando mercadorias falsificadas. Elber ainda declarou que a proibição foi uma medida tomada para proteger os comerciantes que cumprem com a lei.
"Temos que assegurar que a orla seja um espaço para os turistas. Fomos notificados pelo Ministério Público pela lei da acessibilidade, e a Associação da Feira de Artesanato da Orla de Atalaia (Afavoa) nos cobrava uma ação contra os clandestinos, por se tratar de uma concorrência desleal", falou o secretário.

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