Camilo Daniel manifesta solidariedade às catadoras de mangaba

O vereador Camilo Daniel no plenário da Câmara (Luanna Pinheiro/CMA)

O vereador de Aracaju Camilo Daniel (PT) utilizou o Pequeno Expediente da Câmara Municipal de Aracaju, na terça-feira (14), para manifestar solidariedade às catadoras de mangaba da Barra dos Coqueiros e criticar o avanço da especulação imobiliária sobre áreas de preservação ambiental. O parlamentar afirmou que a situação não é um episódio isolado, mas resultado de um modelo de ocupação urbana que, segundo ele, coloca os interesses econômicos acima da proteção ambiental e das comunidades tradicionais.
Durante o pronunciamento, Camilo lamentou a informação de que uma área anteriormente destinada às catadoras de mangaba na Barra dos Coqueiros poderá ser utilizada para a construção de empreendimentos imobiliários. “Infelizmente, agora a gente recebe a informação, desde a semana passada, que essa área agora vai ser destinada à construção de condomínio, à construção de moradia, à especulação imobiliária, e isso tudo nos deixa muito indignados”, lastimou.
O vereador afirmou que o caso reflete um problema recorrente também em Aracaju, especialmente na Zona de Expansão, onde, segundo ele, a ausência de um Plano Diretor favorece ocupações que atingem ecossistemas sensíveis. “A gente já viu a situação de vários condomínios que entram em regiões de manguezal, que destroem dunas, que acabam com o resto de restinga que existe em cada ponto da nossa cidade. De repente, onde era mata, onde era lagoa, onde era maré, onde era mangue, tudo isso vai virar pedra, cascalho, casa, moradia, na maioria das vezes condomínios de luxo”, apontou o parlamentar.
Camilo também destacou que esses empreendimentos acabam restringindo o acesso de comunidades tradicionais aos seus locais de trabalho e comentou sobre a mobilização realizada pelas catadoras de mangaba e por representantes da sociedade civil em defesa da área.

Crise climática – O vereador tratou ainda dos impactos locais aos efeitos da crise climática observados em diferentes regiões do país, citando episódios de poluição provocada pela mineração, queimadas e a estiagem que atinge o sertão sergipano. “É possível, e é preciso, é necessário que a política se atente a essa situação. Tem que ter políticas efetivas de combate à crise climática”, cobrou o parlamentar.

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