Milton Alves Júnior
O solo voltou a tremer no município sergipano de Canhoba. A confirmação foi apresentada por peritos do Laboratório Sismológico (LabSis) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), depois que moradores garantiram ter sentido o movimento na cidade localizada no Agreste Central Sergipano.
Estudos mostram que a trepidação da terra levemente sentida pelos moradores aconteceu na manhã de ontem pontualmente às 8h51 com magnitude preliminar calculado em 1.7 mR.; outros tremores ocorreram minutos depois, mas incapazes de serem percebidos sem a utilização de equipamentos. Apesar do susto, os especialistas garantem que esses movimentos se tratam de abalos os quais estão dentro daquilo que é espero para esta região geográfica do estado de Sergipe.
Esse não foi o primeiro caso de tremor de terra identificado pelos sergipanos ao longo dos últimos anos. Também com notificação oficializando o movimento – emitido pela LabSis -, no dia 16 de setembro do ano passado a cidade de Gararu registrou leve movimentação de terra sem que o abalo pudesse ter sido identificado pela maioria dos moradores. Apresentando um grau de magnitude superior, já no dia 29 do mesmo mês tremores puderam ser sentidos por um maior número de pessoas; no dia 24 de novembro o tremor foi sentido na cidade de Malhador.
De acordo com o professor do LabSis, Eduardo Meneses, não é possível descartar a possibilidade de fenômenos semelhantes serem sentidos ainda neste final ano em várias partes do território sergipano. “Alguns desses eventos atingiram a magnitude maior de 1.4, e os outros em torno de 1, e menos de 1. A intensidade deles é bem pequena, mas como devem ser rasos é por isso que foram sentidos pela população”, disse.
Em 19 de maio um sinistro semelhante, com magnitude 1.4, ocorreu em Malhador. Já no último sábado (5), ocorrências com as mesmas características foram registradas nos municípios de Telha e Nossa Senhora da Glória.
Em decorrência dos sucessivos registros envolvendo tremores de terra, a Defesa Civil estadual voltou a informar que não descarta a possibilidade de promover a instalação de estação sismográfica na cidade de Malhador, e, desta forma, ampliar o campo de análises sismológicas. Atualmente, há estações nas cidades Lagarto, Canindé de São Francisco e Canhoba. Neste último município citado, por exemplo, somente no ano de 2020 o Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte conseguiu identificar quase 200 tremores de terra; em apenas um dia, 38 eventos foram contabilizados pela equipe do LabSis.


