Quinta, 18 De Abril De 2024
       
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Características dos domicílios em Sergipe


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Publicado em 02 de março de 2024
Por Jornal Do Dia Se


O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou no dia 23/02/2024, informações sobre o “Censo 2022: Características dos domicílios – Resultados do universo”. De acordo com o IBGE, a caracterização apresentada refere-se, portanto, aos domicílios ocupados, isto é, aqueles com morador, uma vez que o questionário não foi aplicado nos domicílios vagos ou de uso ocasional. Neste artigo, comentarei os dados disponibilizados para o estado de Sergipe, fazendo uma comparação com o Brasil e o Nordeste.
Conforme o IBGE, o bloco de características dos domicílios do Censo Demográfico 2022 investigou, essencialmente, cinco elementos: forma de abastecimento de água; existência de canalização de água; existência de banheiro e sanitário; tipo de esgotamento sanitário; e destino do lixo. Adicionalmente, a presente publicação aborda, também, o tipo de domicílio (casa, apartamento etc.), informação essa preenchida diretamente pelo recenseador no momento do cadastro do endereço.
Com relação à principal forma de abastecimento de água do domicílio, os dados coletados indicam que a forma principal predominante de abastecimento de água da população brasileira era a “Rede geral de distribuição”, opção que era a forma principal de abastecimento em 60,8 milhões de domicílios, onde residiam 167,5 milhões de pessoas, equivalente a 82,9% da população residente no país.
Forma principal de abastecimento de água do domicílio – Em Sergipe com uma população de 2.201.997 habitantes (2022), a principal forma de abastecimento de água é a rede geral de distribuição que alcança 85,3% da população, um percentual superior ao do Brasil que é de 82,9% e também da Região Nordeste, cujo percentual é de 76,3%. Portanto, Sergipe é o Estado da Região Nordeste com o maior percentual de abastecimento de água pela rede geral de distribuição. Seu índice também é maior que todos os Estados da Região Norte; na Região Sudeste supera o índice dos Estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro; no Sul supera o índice de Santa Catarina e no Centro-Oeste supera o índice de Mato Grosso e de Goiás. O maior índice de abastecimento de água pela rede geral de distribuição fica no Distrito Federal com 92,8%.
Nas demais formas de abastecimento a situação de Sergipe é a seguinte: poço profundo ou artesiano 6,4% da população; poço raso, freático ou cacimba 2,7% da população; fonte nascente ou mina 0,5% da população; carro-pipa 1,9% da população; água de chuva armazenada 1,1%; rios, açudes, córregos, lagos e igarapés 0,5% da população e outras formas 1,6%.
De acordo com o IBGE, embora expressem níveis diferentes de qualidade e segurança, essas quatro formas de abastecimento de água ( rede geral de distribuição; poço profundo ou artesiano; poço raso, freático ou cacimba e fonte nascente ou mina), são consideradas adequadas para fins de monitoramento do Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB). Em conjunto, essas quatro formas atendiam 96,9% da população do Brasil em 2022. Já em Sergipe este percentual alcança 94,9% da população.
Tipo de Esgotamento Sanitário – de acordo com o estudo do IBGE, nos domicílios onde havia banheiro ou sanitário, o Censo Demográfico investigou o tipo de esgotamento sanitário existente. A situação encontrada mais comumente foi o esgotamento por “Rede geral ou pluvial”. Em 2022, 43,8 milhões de domicílios, nos quais moravam 117,8 milhões de pessoas, representando 58,3% da população, tinham esgotamento desse tipo. Um grupo representando 4,2% da população encontrava-se na categoria seguinte, “Fossa séptica ou fossa filtro Ligada à rede” – situação em que o esgoto primeiro passa por algum tipo de solução individual no domicílio e depois é destinado à rede geral.  O conjunto dessas duas categorias, “Rede geral ou pluvial” e “Fossa séptica ou fossa filtro ligada à rede” corresponde ao conjunto de domicílios conectados a algum serviço público que colete e afaste o esgoto domiciliar. Em 2022, 62,5% da população era atendida por coleta de esgoto.
A situação de Sergipe é a seguinte: 49% da população possui esgotamento por rede geral ou pluvial, percentual superior à média da Região Nordeste que é de 38,3%, porém inferior à média do Brasil de 58,3%. Na Região Nordeste tem o segundo melhor percentual, ficando atrás da Bahia que tem um percentual de 50,7%. No tipo fossa séptica ou fosse filtro ligada à rede, o percentual da população é de 4,7%. Assim, no conjunto destas duas categorias, Sergipe fica com o percentual de 53,7% menor que a média do Brasil, porém melhor que a média do Nordeste que ficou em 41,2%. Nos demais tipos de uso a distribuição em Sergipe é a seguinte: fossa séptica ou fossa filtro não ligada à rede (12,8%); fossa rudimentar ou buraco (29,0%); vala (1,5%); rio, córrego ou mar (1,3%); outra forma (1,4%) e não tinham banheiro nem sanitário (0,3%).
Destino do lixo – conforme o IBGE, a última característica dos domicílios investigada no Questionário Básico do Censo Demográfico de 2022 foi o destino do lixo. A categoria encontrada com maior frequência foi “Coletado no domicílio por serviço de limpeza” – 82,5% da população residia, em 2022, em domicílios nos quais esse era o destino do lixo. Em segundo lugar em proporção de ocorrência vem o destino “Depositado em caçamba de serviço de limpeza”, que abarcava 8,4% da população. Essas duas categorias, em conjunto, correspondem aos domicílios com coleta de lixo. Em 2022, 90,9% da população residia em domicílios com coleta direta ou indireta de lixo.
A situação de Sergipe é a seguinte: a proporção dos moradores em domicílios particulares permanentes com coleta direta ou indireta de lixo em 2022 foi de 91,5%, quando em 2010 o percentual era de 82,1%, demonstrando-se uma boa evolução no período. Com este percentual, Sergipe ocupa a melhor posição na Região Nordeste, tendo inclusive uma média superior à do país (90,9%), ficando na 10ª posição no ranking nacional, cujo Estado com a melhor posição é São Paulo com 99%.
Os dados apresentados para Sergipe, revelam que o estado tem uma melhor posição na Região Nordeste, mas ainda possui desafios relevantes nestes quesitos que são fundamentais para a saúde pública do Estado e para a melhoria da qualidade de vida da população, o que certamente é objeto de ação do setor público, como item de prioridade.
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