Carnes em mercado apresentam larvas

Milton lves Júnior

 

Aracajuanos frequentadores do tradicional Mercado Vereador Milton Santos, situado no Conjunto Augusto Franco, andam preocupados com as condições higiênicas do espaço. Desde a manhã do último sábado, quando um vídeo amador mostra larvas sob carnes postas em bancadas de alvenaria, consumidores exigem que peritos da Vigilância Sanitária e demais órgãos de proteção ao contribuinte analisem as denúncias e apresentem de imediato um boletim oficial. O mercado foi inaugurado em 31 de março de 2014, e em 31 de maio de 2015 foi apontado como reverência em higiene dentre os demais mercados públicos do Estado de Sergipe.

Administrado pela Prefeitura de Aracaju, por meio da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), o mercado agrega vendedores de frutas, hortaliças, carnes, frango e pescados em mais de 150 barracas. De acordo com o morador Jedson Monteiro, a imagem tem contribuído para que muitos consumidores apresentem o interesse em migrar para outras feiras livres. Caso isso de fato aconteça, ele diz ter receio que comerciantes, rigorosos com o zelo higiênico e nutritivo dos respectivos produtos alimentícios, acabem sofrendo com a baixa no fluxo financeiro. Para que esse risco não se torne real, ele pede ainda o apoio do Tribunal de Justiça e do Ministério Público Estadual.

"Todos os órgãos devem somar e punir aqueles que são desleixados com os produtos que vendem, e, especialmente, com a saúde das pessoas que acabam adquirindo essas carnes, por exemplo. Infelizmente não são todos que trabalham dessa forma; conheço vendedores que prezam pelo serviço e por isso acho que a ação punitiva deve ser unificada e imediata", declarou. Sobre o assunto, a administração municipal disse ter conhecimento das denúncias e que se pronunciará quando obtiver resultados periciais que comprovem, ou não, a irregularidade. O MPE informou que até a tarde de ontem nenhum protocolo especificando a este caso foi feito.

No quesito qualidade, conforme orientações da nutricionista Alessandra Barros, é de fundamental importância que todos os alimentos, em especial as proteínas, sejam armazenadas em locais refrigerados e com o máximo de limpeza interna. Essa orientações seguem tanto para vendedores em mercados centrais e feiras livres, bem como para os próprios consumidores. Caso o cidadão consuma uma carne estragada, ele pode adquirir um Doença Transmitida por Alimento (DTA), e necessitar de assistência médica emergencial. Para evitar este tipo de risco, a especialista também ressalta a importância de se promover fiscalizações rotineiras.

"Todos nós que consumimos proteínas e tivemos acesso ao vídeo, nos assustamos com o estado crítico em que estava aquele alimento. Podem ter certeza que se alguém consumir aquele produto dentro das condições que estava, parar no hospital é algo inevitável. Esses cuidados devem ser feitos tanto nos locais de venda, como também dentro de casa", declarou a nutricionista que concluiu dizendo: "mesmo que você compre uma carne ou um frango saudável, se deixar dois dias fora da geladeira ela aparecerá com esses sintomas de passado. É preciso que as vistorias se tornem mais frequentes em todos estes ambientes".

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