Hoje, 15 de maio, data oficial do registro do Instituto Bo Bardi, a Casa de Vidro dá início a um programa de conversas on-line com profissionais que fazem parte da história do Instituto nestes 30 anos. Ainda como parte das comemorações da data, um novo website, a ser lançado em breve, deve ampliar os conteúdos e interfaces do atual, de modo intuitivo e rápido.
Para enfrentar o desafio imposto pelo isolamento social, desde abril, o Instituto marca presença nas redes sociais com novo formato e conteúdos mais abrangentes e abordagens inéditas, apresentando aspectos da trajetória do casal Bardi pouco conhecidos do público.
Ao completar trinta anos de existência, o Instituto Bardi / Casa de Vidro comemora um intenso trabalho no sentido de manter vivo e relevante o legado de Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi para a cultura brasileira.
A proposta é estruturar um comitê estratégico com profissionais e especialistas, associados ou não ao Instituto, capazes de contribuir de forma efetiva para implantar novos usos e visões do acervo, no sentido de valorizar a realização de sua missão original.
Os primeiros anos- Fundado pelo casal Bardi como Instituto Quadrante em maio de 1990, a instituição tem como objetivos primordiais o incentivo da cultura e das artes, sendo abrigada na antiga residência do casal, a Casa de Vidro.
Diretor do Museu de Arte de São Paulo desde sua criação, Pietro Bardi já manifesta essa intenção em 1986, quando solicita o tombamento da Casa de Vidro ao Condephaat. Na ocasião, pensava em uma fundação que custodiasse a coleção de obras de arte, algumas delas ambientadas no seu "jardim-florestal", registrando "um trecho da história da renovaçãoda museografia nacional".
Em 1992, Lina vem a falecer e no ano seguinte, a instituição passa a se chamar Instituto Lina Bo e P. M. Bardi. Tem início a primeira sistematização do acervo da arquiteta e sua apresentação ao público com livro, exposição e vídeo apresentados no Brasil e no exterior, atingindo mais de vinte 20 países.
Nesses primeiros anos, com a atuação dos colaboradores de Lina, os arquitetos Marcelo Ferraz, André Vainer e Marcelo Suzuki, o Instituto exerce um papel importante na divulgação da história da arte earquitetura brasileira. São publicados volumes fartamente ilustrados sobre os arquitetos Afonso Eduardo Reidy, Vilanova Artigas e João Filgueiras Lima (Lelé), estabelecendo um novo padrão editorial na área.
Tombada pelo CONDEPHAAT, como patrimônio histórico em 1987, a Casa de Vidro abriga, hoje, a sede do Instituto e o acervo de Lina e Pietro, composto por mais de 40 mil itens.


