Gabriel Damásio
O Ministério Público Federal (MPF) confirmou a prorrogação do inquérito policial sobre a abordagem que resultou na morte do aposentadoGenivaldo de Jesus Santos, em 25 de maio deste ano, na cidade de Umbaúba (Sul). O órgão atendeu a um pedido da Polícia Federal, que quer mais 30 dias para concluir a investigação sobre as circunstâncias da morte de Genivaldo e a participação de três agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que sufocaram a vítima com gás de pimenta dentro de um camburão do órgão. Com essa decisão, a previsão é de que o inquérito seja concluído até o final deste mês de julho.
Em comunicado à imprensa, o MPF informou que, “apesar das investigações estarem em fase bastante avançada”, a prorrogação do inquérito foi necessária “em razão da necessidade da conclusão de algumas diligências, especialmente a apresentação do resultado das perícias, inclusive o laudo necroscópico, pelo IML/SE [Instituto Médico Legal de Sergipe] e pelo Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília.
A investigação reunirá, além dos laudos periciais, depoimentos de testemunhas, familiares e dos cinco policiais que assinaram o boletim de ocorrência, além de gravações em vídeo que mostram toda a dinâmica da abordagem, incluindo o momento em que Genivaldo foi algemado e prendido dentro da viatura, com a bomba de gás acesa. O aposentado ficou sufocado e gritava por ajuda, mas passou mal dentro do camburão, desmaiou e chegou morto ao hospital local.
Os cinco integrantes da PRF que assinaram a ocorrência estão arrolados no inquérito, sendo três deles com participação direta no crime. Eles foram denunciados por crimes como tortura, abuso de autoridade e homicídio qualificado. Advogados de defesa da família de Genivaldo chegaram a pedir a prisão preventiva dos agentes, mas isso foi negado. A previsão é de que, ao ser concluído, o inquérito da PF seja remetido à 7° Vara da Justiça Federal de Sergipe, em Estância (JFSE).

