Grupos de defesa dos direitos da população LGBT vão pedir que o Ministério Público recorra da sentença que condenou o andarilho Alex da Silva Cardoso a 12 anos de prisão, pela morte da transexual Laysa Fortuna, assassinada em outubro de 2018, após uma briga no centro de Aracaju. Este foi o resultado do julgamento realizado anteontem pelo 1º Tribunal do Júri da Comarca de Aracaju. O tamanho da pena imposta ao réu frustrou os ativistas, que assim como o Ministério Público, pediam a condenação de Alex à pena máxima para o crime de homicídio, que é de 30 anos de prisão.
Uma das entidades que questionaram a sentença foi a Rede Nacional de Operadores de Segurança Pública LGBTI+ (Renosp LGBT), ligada a policiais e agentes de segurança que apoiam a causa dos homossexuais. Em seu perfil nas redes sociais, o grupo considerou que a sentença não levou em conta outras qualificadoras para o crime, como a vulnerabilidade dos travestis e transexuais que ficam expostos ao risco de violência nas ruas, bem como a motivação homofóbica do ataque de Alex contra Laysa e outras transexuais que estavam com ela naquela noite – isto porque, segundo as investigações da polícia, o andarilho tinha o costume de ofender e arrumar brigas com travestis que fazem ponto nas ruas do Centro.


