Casos de varíola dos macacos aumentam no estado

Milton Alves Júnior

Operadores da saúde pública no estado de Sergipe estão preocupados com o acúmulo de testes positivos para a Varíola dos Macacos contabilizados já na primeira semana deste ano. Entre a manhã da segunda-feira (2), e a manhã de ontem, foram contabilizados 12 pacientes positivados para a doença; segundo revelado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), os novos casos estão divididos em nove homens e quatro mulheres. Desse total, a capital sergipana lidera com quatro ocorrências, sendo três aracajuanos e uma aracajuana. Os demais infectados residem na cidade de Nossa Senhora do Socorro, sendo um homem; dois em São Cristóvão – um homem e uma mulher; e um paciente oriundo do município de Santa Luzia do Itanhy.
A lista é preenchida ainda com mais dois pacientes do sexo masculino, residentes nas cidades de Simão Dias, e Estância. No geral, conforme apresentado pela SES, desde o surgimento da doença na menor unidade federativa do país foram registrados 66 casos positivados. Ao menos outros 3 seguiam em análise até o final da noite de ontem.
Infectologistas orientam a população que, ao sentir algum sintoma suspeito que possa ser compatível com a varíola dos macacos – também conhecida como monkeypox -, procure uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou Unidade de Pronto Atendimento para avaliação. Informe se você teve contato próximo com alguém com suspeita ou confirmação da doença. Se possível, isole-se e evite o contato próximo com outras pessoas. Os sinais e sintomas, em geral, incluem: Erupção cutânea ou lesões de pele; Adenomegalia/Linfonodos inchados (ínguas); Febre; Dores no corpo; Dor de cabeça; Calafrio; e Fraqueza. De acordo com o Ministério da Saúde, o calendário do Sistema Único de Saúde (SUS) não oferece a vacina, pois ela é considerada erradicada no Brasil desde a década de 1970.

Covid-19 – Enquanto os casos envolvendo a varíola dos macacos segue em expansão, os registros de testes positivos para a Covid-19 voltam a indicar gradativa redução; o declínio da curva se refere ao cenário vivenciado no estado de Sergipe entre a primeira semana de novembro e o início da segunda quinzena de dezembro do ano passado. Nesta primeira semana de janeiro foram oficializados 94 casos entre a segunda e quarta-feira; não houve notificação de óbito. Somente entre os dias 01 de novembro e 16 de dezembro, foram calculados mais de 1.200 casos. Para evitar complicações graves, compartilhando com o pedido feito pela SMS, o pesquisador e coordenador da Força Tarefa Covid-19 em Sergipe, Lysandro Borges, orienta a população a buscar auxílio profissional.
“Há uma preocupação com a resposta que as festas de final de ano podem surgir neste início de 2023. A partir do momento em que as pessoas se aglomeram, há de se acreditar em uma natural elevação dos casos, tanto da Covid que, como todos sabem, infecta através do ar, e da varíola dos macacos que basta ter um toque com a pessoa contaminada para correr o risco real de também contrair a doença. Não há pânico nisso; está varíola é muito menos letal se comparada à Covid, mas é preciso ficar atento. Assim como em Sergipe, outros estados brasileiros indicam aumento dos casos de varíola, e caem os testes positivos para a Covid-19”, destacou Lysandro Borges.

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