Centrais divulgam calendário de lutas contra reformas

Mais um grande protesto contra as Reformas Trabalhista e Previdenciária será realizado nesta quarta-feira (17), em Aracaju, em frente à Fecomercio. A atividade é promovida pela Frente Brasil Popular, composta por várias organizações do movimento social e sindical, a exemplo da Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE), que vai participar da construção da atividade de luta.

Os deputados que já estão votando contra os trabalhadores na Reforma Trabalhista, André Moura (PSC) e Laércio Oliveira (Solidariedade), são os alvos do protesto do dia 17 de maio.

Para esclarecer e mobilizar a população contra o retrocesso, na próxima segunda-feira, dia 22 de maio, às 8h30, a CUT vai realizar um Debate sobre ‘ Projeto de Lei de Ajuste Fiscal dos Estados, o desmonte das políticas públicas e desvalorização dos servidores’, contando com a exposição de Luís Moura, Técnico do Dieese. As inscrições já estão abertas na sede da CUT em Aracaju e mais informações podem ser obtidas com Cléo pelo fone 3214-4912.

No dia 24 de maio, várias caravanas sairão de Sergipe para o ‘Ocupa Brasília’, um grande protesto no Congresso Nacional. Nesta mesma data, em Sergipe será um Dia de Luta, marcado por manifestações na capital e em algumas cidades do interior de Sergipe em resistência às Reformas Trabalhista e da Previdência.

Deputados federais de Sergipe e senadores continuam sem dialogar com as organizações da classe trabalhadora e dos movimentos sociais. Esta foi a conclusão das entidades que integram a Frente Brasil Popular, entre elas a Central Única dos Trabalhadores (CUT), CTB, UGT, Conlutas, o movimento sindical e os movimentos sociais que também compõem a Frente Povo Sem Medo.

Para o vice-presidente da CUT/SE, Plínio Pugliesi, a avaliação da Grande Greve Geral é premissa importante para os passos seguintes. “Ficou constatado que o dia 28 de abril foi a maior manifestação já registrada na história de Sergipe, tendo contado com cerca de 60 mil pessoas nas ruas, paralisação dos ônibus e do comércio. Apesar da classe empresarial estar se esforçando para convencer os trabalhadores que é melhor viver sem direitos, o povo está mostrando que não é tolo e discorda completamente dos projetos das reformas que estão em andamento. Entre as centrais sindicais e movimentos sociais está sendo desenhado um calendário para continuar a resistência em Brasília e em Sergipe”, explicou.

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